6ª Mostra MOVE reúne grupos de teatro do Paraná em programação com espetáculos infantis e adultos

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Auto da Malandragem_Mostra Move_ foto grupo pandoron

Entre os meses de junho e agosto de 2026, a 6ª Mostra MOVE – Grupos de Teatro do Paraná vai reunir em Curitiba companhias e coletivos de diferentes cidades paranaenses em uma programação dedicada à diversidade da produção teatral contemporânea do estado. Ao longo de três meses, grupos de Londrina, Jacarezinho, Maringá, Curitiba e Arapongas irão mostrar suas criações em montagens que abordam temas como memória, imaginação, ancestralidade, relações humanas, resistência, afetos e transformação social.

Os espetáculos, voltados para o público infantil e adulto, transitam entre teatro de animação, narrativas populares, musicalidade, contação de histórias, cultura popular e experimentações cênicas. Além das apresentações abertas ao público, com ingressos a R$ 10,00, a Mostra realizará sessões gratuitas direcionadas a estudantes e professores de escolas públicas e participantes de centros de convivência da cidade, ampliando o acesso às artes cênicas e fortalecendo ações de formação de público.

Assim, a Mostra MOVE consolida-se como espaço de circulação, intercâmbio e fortalecimento da produção teatral paranaense, promovendo o encontro entre artistas, grupos e público em torno da cena contemporânea. Como parte das ações de acessibilidade, uma sessão de cada espetáculo terá intérprete de Libras, garantindo maior inclusão e acesso de pessoas surdas à programação. Além disso, cada grupo realizará uma oficina gratuita sobre seu processo criativo, como forma de democratização de acesso à arte.

Um histórico de ligação e pensamento crítico

Desde a primeira edição da Mostra MOVE, em 2015, o evento apresenta projetos artísticos de diferentes categorias das Artes Cênicas — teatro, dança, contadores de histórias, músicos —, que apresentam trabalhos inéditos e não-inéditos para público espontâneo e para a rede pública de ensino na cidade de Curitiba. Além da mostra de espetáculos, o evento conta com ações transversais, como oficinas de formação, conversas abertas e mediações.

“O princípio da Mostra MOVE é ligar as pessoas por meio de espaços propícios à troca de experiências, que viabilizem o crescimento individual e coletivo. A MOVE é um espaço que ventila pensamentos críticos e abordagens desterritorializantes”, pontua Olga Nenevê, diretora do Grupo Obragem, uma das curadoras e produtoras do evento.

Espetáculos de Junho e Julho (1ª Etapa)

Abrindo a programação, de 10 a 14 de junho, mês em que a programação é prioritariamente para as crianças, o Coletivo Fresta, de Londrina, apresenta “Vendas e Trocas: Relíquias e Lorotas”, espetáculo que mistura teatro e contação de histórias para narrar as aventuras de dois vendedores em uma ilha misteriosa. Entre humor, fantasia e improvisação, a montagem propõe uma experiência lúdica para crianças e famílias.

Na sequência, de 17 a 21 de junho, a CNX Produções Culturais, de Jacarezinho, leva à mostra “Procura-se Esperança”, espetáculo cênico-musical inspirado em histórias da tradição oral. A montagem acompanha uma criança em busca da esperança perdida da mãe, costurando narrativas populares brasileiras e africanas em uma encenação sensível e poética.

Entre 24 e 28 de junho, o Grupo Pandoron, de Maringá, apresenta “O Auto da Malandragem”, espetáculo de bonecos de luva inspirado em contos da tradição oral compilados por Ricardo Azevedo. A montagem aposta na comicidade popular e no teatro de animação para dialogar com públicos de todas as idades.

Fechando a primeira etapa, de 1º a 5 de julho, o Grupo Batalhão, de Curitiba, apresenta “Ayô e o Gigante”, espetáculo infantil que acompanha a jornada de uma menina negra em busca do caminho de volta para casa. A dramaturgia utiliza metáforas e elementos lúdicos para refletir sobre memória, preconceito e pertencimento.

Espetáculos de Agosto (2ª Etapa)

A programação retoma em agosto com “Branca Flor”, do Grupo Paiol, de Arapongas, em cartaz de 5 a 9 de agosto. Voltado ao público acima de 16 anos, o espetáculo constrói uma dramaturgia inspirada na cultura do campo e nas experiências históricas latino-americanas, mesclando coro popular, música ao vivo, ritual e poesia.

De 12 a 16 de agosto, a Cia Fantokid’s Teatro de Bonecos, de Maringá, apresenta “A Moça Bordadeira”, adaptação do conto de Marina Colasanti que utiliza teatro de bonecos e objetos animados para refletir sobre o universo feminino, desejos e liberdade.

Na semana de 19 a 23 de agosto, o Circo Teatro Sem Lona, também de Maringá, leva à mostra o espetáculo adulto “Porque Dobram os Sinos”, inspirado em textos de Bertolt Brecht. A montagem mistura teatro épico e tecnologia digital para discutir poder, desigualdade e existência humana.

Encerrando a programação da mostra, de 26 a 30 de agosto, o Grupo Obragem de Teatro apresenta “Breves Palavras, Línguas e Outras Vozes”, monólogo com poética clownesca escrito e dirigido por Olga Nenevê. O espetáculo propõe uma reflexão sobre solidão, memória e relações humanas em tempos de desintegração social.

Projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal.

Ficha Técnica

Coordenação e produção executiva: EGM Produções Artísticas

Curadoria: Eduardo Giacomini, Olga Nenevê e Renata Bruel

Produção: Leandro Oliveira, Olga Nenevê e Renata Bruel

Montagens técnicas: Alexandre Luft

Designer gráfico: Alessandra Nenevê

Teaser: Lídia Ueta

Fotos: Fábio Heiler

Intérprete de Libras: Moreira Libras

Mediação: Olga Nenevê

Assessoria de imprensa: Adriane Perin

Mídias sociais: Leandro Oliveira

Recepção dos grupos: Ane Adade

Serviço Geral da Mostra MOVE 2026

Onde: Espaço Obragem – criação e compartilhamento artístico (Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba/PR)

Ingressos antecipados: https://pixta.me/grupo-obragem-de-teatro

Valor: R$ 10,00 (apresentações abertas) / Sessões gratuitas para escolas públicas e centros de convivência.

Inscrição gratuita para oficinas: https://forms.gle/FJoVQthrHSWKHtY69

Cronograma de Espetáculos

Junho e Julho (1ª Etapa)

  • 10 a 14/06 — Coletivo Fresta (Londrina) | “Vendas e Trocas: Relíquias e Lorotas” (50’) – Infantil
  • 17 a 21/06 — CNX Produções Culturais (Jacarezinho) | “Procura-se Esperança” (50’) – Infantil
  • 24 a 28/06 — Grupo Pandoron (Maringá) | “O Auto da Malandragem” (50’) – Infantil
  • 01 a 05/07 — Grupo Batalhão (Curitiba) | “Ayô e o Gigante” (40’) – Infantil

 “Breves Palavras, Línguas e Outras Vozes” (60’) – Adulto

Programa de Oficinas Gratuitas

Histórias que Encantam — Coletivo Fresta (13/06) A oficina Histórias que Encantam: o jogo entre a narrativa e o corpo convida participantes a mergulharem em um universo de imaginação no qual narrativa e expressão corporal se encontram e se potencializam, explorando como histórias podem ganhar vida por meio do corpo, da voz e do movimento. A partir do jogo, do movimento e da escuta, o corpo torna-se instrumento de criação, permitindo que cada participante descubra formas próprias de narrar e compartilhar histórias. Assim, a oficina investiga o encantamento que surge quando imaginação, presença e criação coletiva se encontram.

Contando histórias, costurando narrativas — CNX Produções (20/06) Integrando teatro, música e oralidade, a proposta nasce de um processo artístico que investiga a criação de narrativas sensíveis como forma de imaginar e construir novos sentidos sobre nossas experiências, relações e modos de estar no mundo. Acessível a diferentes públicos, os participantes são convidados a despertar memórias, compartilhar histórias e refletir sobre temas, explorando e desenvolvendo a narração cênica por meio do corpo, da voz e da imaginação.

Introdução à Manipulação de Bonecos de Luva — Grupo Pandoron (27/06) A oficina proposta pelo Grupo Pandoron de Teatro tem como objetivo apresentar os conceitos básicos das técnicas de manipulação de bonecos de luva, por meio de jogos práticos, exercícios de improvisação e experimentações cênicas. A metodologia parte de um princípio fundamental do teatro de bonecos: o corpo do manipulador como origem do movimento. A partir dessa investigação, os participantes são convidados a perceber como a mão pode se tornar tão expressiva quanto um boneco convencional.

“Pele Cor de Azeitona Escura” – Dramaturgia Negra para Infâncias — Grupo Batalhão (04/07) A oficina-vivência é uma pesquisa teórico-prática sobre o teatro negro brasileiro, abrangendo sua historicidade, suas poéticas políticas, suas estéticas, seus discursos e suas possibilidades dentro do escopo das artes cênicas negras brasileiras voltadas às infâncias. Entre os objetivos da atividade estão investigar, pela ótica da encruzilhada, o teatro negro e seus percursos sociohistóricos; promover a compreensão de elementos fundamentais da escrita dramática; estabelecer conexões, trocas de experiências e diálogos entre pessoas negras advindas de diferentes vivências; e aprofundar questões, pertinências e urgências sobre as Dramaturgias Negras e os Teatros Negros Brasileiros.

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