“Cadê o rio que passava aqui?”: Greenpeace Brasil chama atenção para seca extrema na Bacia Amazônica em 2024

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Ativistas do Greenpeace realizaram um protesto no leito seco do Rio Solimões, na cidade de Manacapuru, Amazonas. Foto: Nilmar Lage / Greenpeace
Ativistas do Greenpeace realizaram um protesto no leito seco do Rio Solimões, na cidade de Manacapuru, Amazonas. Foto: Nilmar Lage / Greenpeace

Setembro de 2024 –  Com o objetivo de chamar a atenção para os efeitos das mudanças climáticas, responsáveis por uma estiagem sem precedentes na Amazônia, o Greenpeace Brasil instalou uma enorme mensagem no leito exposto de um dos principais rios do mundo, o Rio Solimões, que integra a Bacia Amazônica.

No chão seco do Rio Solimões, no Amazonas – dados da Defesa Civil mostram que o Solimões está baixando entre 20 cm a 30 cm por dia – ativistas amazônidas do Greenpeace estenderam um banner gigantesco com a mensagem: “Cadê o rio que passava aqui?“. Alguns trechos importantes do rio Solimões (Tabatinga, Fonte Boa e Coari), uma das bacias do Rio Amazonas, o nível do rio já é o mais baixo da história.

O coordenador de Florestas do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista, explica que o objetivo da ação é mostrar que a crise climática afeta a maior floresta tropical do mundo, suas populações e já está secando seus rios, conhecidos por serem um dos maiores do planeta.

“Os governos municipais, estaduais e federal, bem como os nossos legisladores, já deveriam ter tomado providências concretas, como a elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas para evitar que as comunidades locais – formadas por ribeirinhos, indígenas, quilombolas, pescadores e agricultores –, que menos contribuíram para as mudanças climáticas, sejam as mais afetadas”, afirma Batista.

No mesmo local, em inglês, os ativistas também compuseram a mensagem “Who Pays?” (Quem Paga), alertando a sociedade de que quem mais está sofrendo com os impactos da crise do clima são as populações que menos contribuíram para tal crise. Como a ciência vem nos alertando, os principais responsáveis pela emergência climática são a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, e a destruição de ecossistemas naturais, como a floresta amazônica.

“Estamos questionando, ‘quem vai pagar’ pelas consequências dos eventos climáticos extremos que estão acontecendo na Amazônia? Também expressamos nossa solidariedade a todas as pessoas afetadas pela crise climática, pois elas estão pagando o alto preço de uma crise criada por grandes poluidores ávidos por lucros. As grandes empresas de petróleo e gás devem ser responsabilizadas e, à medida que o mundo se prepara para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, os governos devem forçar as grandes petrolíferas a parar de perfurar e começar a pagar pelos danos climáticos que causaram”, diz Batista.

Sobre o Greenpeace Brasil

O Greenpeace Brasil é uma organização ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pacífico, a organização atua há mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destruição das florestas.

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