Aguarda-se para esta semana ainda a homologação do acordo de delação premiada do empresário Maurício Camisotti apontando envolvidos com a “Farra do INSS“.
A decisão cabe ao ministro André Mendonça, que votou para deixar presos Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Mauricio Camisotti.
Os empresários são apontados como peças chaves do esquema que lesava aposentados.
Apontado como um dos líderes do esquema bilionário de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Maurício Camisotti assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) no qual confessa ter desviado dinheiro de aposentadorias.
A delação deverá revelar situação incômoda para a influencer Renata Lutzinger, amiga de Lulinha, que já revelou a intenção de contar detalhes do esquema “caso fique sozinha para responder às acusações”. Ela teria repassado dinheiro ao filho do presidente.
Mendonça recebeu a colaboração premiada do empresário. Contudo, antes de decidir sobre a homologação, optou por consultar a Procuradoria-Geral da República, que irá verificar possíveis falhas ou a necessidade de complementação.
Esta delação é a primeira no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga desvios em aposentadorias e pensões do INSS, revelados em 2025.
Na colaboração, Camisotti detalhou fraudes nos descontos, descreveu o esquema e mencionou o envolvimento de políticos e dirigentes do INSS.
A defesa de Camisotti espera que, após a homologação, Mendonça permita sua transferência para prisão domiciliar. O empresário está em regime fechado desde setembro do ano passado.
O escândalo da Farra do INSS foi revelado pelo Metrópoles.



