A cidade obteve 71,29 pontos, seguida por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG). Já Macapá (AP) e Porto Velho (RO) são as piores colocadas, sendo que a capital rondoniense teve a menor nota: 58,59.
No geral, incluindo capitais e municípios, Curitiba ficou em quinto lugar. Cornélio Procópio é o oitavo. Maringá, 14o. lugar.
Curitiba é a 8.ª capital brasileira em população, com 1,8 milhão de habitantes.
A diferença entre a capital mais bem colocada e a última ultrapassa 12 pontos, evidenciando a variação nos níveis de progresso social entre as capitais brasileiras. “
Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”, diz Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. O índice, que leva em conta 57 indicadores sociais, revela que a qualidade de vida no Brasil é marcada por desigualdades persistentes.
Entre as 20 cidades com melhores índices, 13 estão no Sudeste, sendo 12 no estado de São Paulo e 1 em Minas Gerais.
A segunda melhor colocada é Jundiaí (71,80), seguida pelas também paulistas Oswaldo Cruz e Pompéia, empatadas com 71,76). Curitiba e Brasília são as únicas capitais nessa lista.
entre as 20 piores, 17 estão na região Norte, sendo 10 no Pará. As outras três estão em Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste), Maranhão (Nordeste) e Minas Gerais (Sudeste). Uiramutã, em Roraima, que teve nota 42,44, também teve a pior pontuação no ano passado. Jacareacanga (PA), Alto Alegre (RR) e Portel (PA) também repetiram a performance ruim.
O IPS também também avalia o desempenho médio dos estados brasileiros. Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina foram os mais bem colocados em progresso social. Na outra ponta estão Pará, Maranhão e Acre, ocupando as últimas posições do ranking.
O índice é desenvolvido por meio de uma parceria entre o Imazon, Fundação Avina, iniciativa Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, sendo baseado exclusivamente em dados públicos e atualizado anualmente. A ferramenta permite acompanhar tendências e apoiar o planejamento, a avaliação de políticas públicas e o direcionamento de investimentos sociais.
Com informações do Estadão