Com o objetivo de garantir a integridade física dos trabalhadores e promover ambientes laborais seguros, a Seção de Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Saúde de Pinhais, emitiu um alerta com orientações sobre a prevenção de acidentes causados por picadas de aranha-marrom. Por suas características biológicas, o animal costuma se abrigar em locais secos, escuros e pouco perturbados, cenários muito comuns em depósitos, almoxarifados e indústrias.
“A prevenção começa pelo conhecimento do território e pela mudança de hábitos na rotina laboral. A aranha-marrom costuma se alojar em caixas de papelão, pilhas de materiais armazenados, armários, vestiários e frestas em geral, além de máquinas que não são usadas frequentemente”, explica Josiane Brasil, da Seção de Saúde do Trabalhador.
A adoção de condutas preventivas é a ferramenta mais eficaz para evitar o contato com o animal. A recomendação principal é inspecionar minuciosamente caixas, materiais e locais escuros antes do manuseio, além de examinar roupas, uniformes e calçados antes de vesti-los.
“O uso de luvas de proteção é indispensável ao movimentar materiais estocados, e deve-se evitar colocar as mãos em frestas ou buracos sem visibilidade. Manter o ambiente limpo, organizado e realizar limpezas periódicas em depósitos reduz drasticamente a chance de proliferação do aracnídeo”, completa Josiane.
Um dos grandes riscos da aranha-marrom é que a picada pode não ser percebida no momento do acidente. Os sintomas costumam surgir após algumas horas, manifestando-se por meio de dor ou ardência local, vermelhidão, inchaço, formação de bolhas e manchas arroxeadas. Em casos mais graves e sem assistência médica, a lesão pode evoluir para a necrose da pele.
O que fazer e o que evitar
Caso ocorra um acidente, a agilidade no atendimento é crucial para evitar complicações. “O trabalhador deve lavar o local com água e sabão, manter a área afetada em repouso e procurar atendimento médico imediatamente, além de avisar a liderança ou o responsável pela segurança da empresa. Se for possível e seguro, tirar uma foto da aranha ajuda na identificação médica”, destaca a profissional.
Por outro lado, procedimentos incorretos podem agravar a situação: nunca faça cortes, perfurações ou torniquetes, não esprema a lesão e evite aplicar qualquer tipo de receita caseira. ”Toda suspeita de picada deve ser avaliada por um serviço de saúde, mesmo que os sintomas pareçam leves inicialmente. O atendimento precoce reduz significativamente o risco de complicações”, orienta.
Serviço
Em caso de dúvidas e orientações, o contato pode ser feito pelo WhatsApp (41) 9 9217-8236.



