Fiep reforça defesa de obras estruturantes na concessão ferroviária da Malha Sul

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Realizada na sede do IEP, sessão reuniu lideranças políticas, do setor produtivo e da sociedade civil (Foto: Henrick Loyola)
Realizada na sede do IEP, sessão reuniu lideranças políticas, do setor produtivo e da sociedade civil (Foto: Henrick Loyola)

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) participou, nesta segunda-feira (27), de mais uma sessão da audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o projeto de concessão ferroviária da Malha Sul. No evento, realizado na sede do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba, a Fiep foi representada pelo superintendente João Arthur Mohr, que reiterou o posicionamento institucional em defesa de um modelo de concessão que contemple investimentos em obras estruturantes, capazes de ampliar a competitividade da indústria e impulsionar o desenvolvimento do Paraná.

Mohr destacou que a nova concessão representa uma oportunidade estratégica para modernizar a infraestrutura ferroviária da região Sul e lembrou a importância do Paraná para a viabilidade da Malha Sul. “O Paraná representa 80% das cargas da Malha Sul como um todo”, disse. “O modal ferroviário é extremamente necessário para a competitividade paranaense. Nossos produtos do agronegócio e os contêineres de exportação são transportados com muito mais eficiência pela ferrovia. É um modal mais barato e mais seguro, que também reduz o número de caminhões nas estradas e, consequentemente, os acidentes e os impactos ambientais”, completou.

O superintendente reforçou ainda que a posição da Fiep permanece alinhada às contribuições já apresentadas pela entidade na primeira sessão da audiência pública, realizada em Brasília, no último dia 16. Na ocasião, a Federação defendeu a manutenção da divisão da Malha Sul em três corredores regionais, a futura integração com a Ferroeste, a criação de indicadores de desempenho voltados aos usuários e a priorização dos investimentos no corredor Paraná-Santa Catarina enquanto persistirem gargalos locais.

Superação de gargalos

A entidade também reiterou a necessidade de incluir no edital obras estruturantes para eliminar problemas históricos e ampliar a capacidade ferroviária. Em especial, a construção de uma nova ligação entre Guarapuava, Irati e Lapa, para superar o gargalo da Serra da Esperança, a implantação do Contorno Ferroviário de Curitiba e a ampliação dos pátios de cruzamento para permitir a circulação de composições mais longas.

Ao defender esses investimentos, Mohr ressaltou que o momento é decisivo para garantir avanços que dificilmente poderão ser incorporados em outro momento da concessão. “Temos três grandes gargalos que precisam ser resolvidos, que não estão previstos hoje no edital, mas resolvem a nossa vida e nos permitem aproveitar uma janela de oportunidade que só vai acontecer novamente daqui a 30 anos”, destacou.

Próximas sessões

Além de técnicos e gestores da ANTT, a sessão da audiência pública em Curitiba reuniu lideranças políticas, representantes do setor produtivo e integrantes da sociedade civil paranaense interessados nas discussões sobre o futuro da Malha Sul. A Fiep também participará das outras duas sessões da audiência pública previstas para esta semana – em Porto Alegre, na quarta-feira (29), e em Florianópolis, na sexta (31).

Assim, a Federação manterá sua atuação em defesa de uma concessão ferroviária que contemple investimentos estratégicos e contribua para o desenvolvimento da infraestrutura logística, o aumento da competitividade da indústria e o crescimento sustentável da região Sul. Conforme reforçou Mohr, a entidade seguirá contribuindo em todas as etapas da consulta pública para que o Paraná tenha, efetivamente, um modal ferroviário condizente com sua pujança.

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