Cooperativas-escola do Paraná recebem formação na sede da Ocepar em Curitiba (PR)

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Cooperativas-escola do Paraná recebem formação na sede da Ocepar em Curitiba (PR)
Créditos das imagens: Lucas Fermin

Presidentes das 22 cooperativas-escola dos colégios agrícolas da rede estadual participaram, na última quinta-feira (6), de encontro formativos realizado na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. A iniciativa reuniu representantes da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e do Sistema Ocepar para aperfeiçoar a gestão das cooperativas e ampliar a qualificação dos estudantes por meio do cooperativismo.

Participaram da abertura do evento o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o diretor de Educação da Seed-PR, Anderfábio Oliveira dos Santos, o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, e o coordenador de Colégios Agrícolas e Casas Familiares Rurais da Seed-PR, Renato Gondin.

Durante o encontro, os participantes acompanharam um workshop técnico voltado à padronização de procedimentos e da produção de documentos oficiais das cooperativas, com orientações sobre a condução de assembleias e aspectos jurídicos relacionados à gestão das entidades. A capacitação integra uma série de ações desenvolvidas pela Seed-PR e pelo Sistema Ocepar para qualificar os dirigentes das cooperativas e proporcionar aos estudantes uma vivência ainda mais próxima dos princípios do cooperativismo.

“O Paraná tem vocação para o agronegócio e os colégios agrícolas são estratégicos para formar profissionais qualificados. As cooperativas-escola complementam esse processo ao aproximar os estudantes da gestão, do cooperativismo e da realidade do campo”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COOPERATIVAS-ESCOLA – Instituídas pela Lei Estadual nº 21.554/2023, as cooperativas-escola integram a formação técnica dos estudantes às atividades desenvolvidas nos colégios agrícolas. Além de acompanhar a produção agropecuária, os cooperados participam do planejamento das atividades, da organização da cooperativa, da comercialização dos produtos e das decisões sobre a aplicação dos recursos obtidos, vivenciando na prática conceitos de gestão e empreendedorismo.

Podem integrar as cooperativas os estudantes matriculados nos colégios agrícolas. A produção comercializada é resultado das atividades desenvolvidas nas fazendas-escola e os recursos arrecadados permanecem nas próprias unidades, onde são reinvestidos na melhoria da infraestrutura, na aquisição de equipamentos e no fortalecimento das atividades pedagógicas e produtivas.

A rede estadual conta atualmente com 31 colégios agrícolas, que atendem cerca de 7,3 mil estudantes. Desse total, 22 unidades possuem cooperativas-escola, que reúnem aproximadamente 1.650 cooperados e movimentam um faturamento anual de cerca de R$ 4,6 milhões.

Segundo Renato Gondin, coordenador de Colégios Agrícolas e Casas Familiares Rurais na Seed-PR, a qualificação na atuação dos dirigentes e a padronização de procedimentos vão garantir mais segurança na administração das cooperativas.

“A transparência é um dos princípios que regem o cooperativismo. Quando padronizamos documentos, assembleias e procedimentos, fortalecemos a gestão das cooperativas e damos mais segurança aos cooperados”, destacou.

Cooperativas-escola do Paraná recebem formação na sede da Ocepar em Curitiba (PR)
Créditos das imagens: Lucas Fermin

FORTALECIMENTO DO COOPERATIVISMO – Em 2025, a Seed-PR, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Sistema Ocepar firmaram um termo de cooperação para ampliar o apoio às cooperativas, com ações voltadas à capacitação, ao acompanhamento técnico e ao intercâmbio de experiências com o sistema cooperativista paranaense.

“As cooperativas-escola têm um propósito maior do que o resultado econômico: formar jovens para o cooperativismo. Queremos prepará-los para serem futuros cooperados, dirigentes e profissionais que vão fortalecer esse setor no Paraná”, afirmou o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti.

Para o diretor de Educação da Seed-PR, Anderfábio Oliveira dos Santos, investir nos colégios agrícolas significa assegurar o fornecimento de mão de obra qualificada para o agronegócio paranaense.

“Fortalecer os colégios agrícolas é investir na formação dos profissionais que vão impulsionar um dos setores mais importantes da economia paranaense. As cooperativas-escola tornam essa formação ainda mais completa ao aproximar os estudantes da gestão, da inovação e da realidade do cooperativismo”, afirmou.

MOMENTO POSITIVO DA EDUCAÇÃO – O fortalecimento dos colégios agrícolas ocorre em um momento de destaque para a educação paranaense. Divulgado na quarta-feira (5), o Ideb 2025 colocou o Paraná, pela terceira edição consecutiva, na liderança nacional do indicador. Pela primeira vez, o Estado alcançou o primeiro lugar em todas as etapas avaliadas da educação básica, consolidando-se como a rede pública com os melhores resultados do país.

Créditos das imagens: Lucas Fermin

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