Depois da substituição dos principais componentes, o conjunto de turbina e gerador está sendo reinstalado para voltar a operar no início de 2027. O estator, que é a maior peça da unidade, foi recolocado no poço da usina, em uma manobra complexa que durou cerca de quatro horas, para preparação, içamento e descida.
O estator pesa 87 toneladas, mede 5,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura e foi fabricado em Araraquara (SP). Para chegar à casa de força da usina, que é subterrânea e acessada por túneis, ele foi transportado em duas partes.
No conjunto gerador, o estator e o rotor atuam de forma integrada. O estator é a parte externa e fixa, formada por bobinas de fios de cobre. O rotor é o núcleo que gira, acoplado à turbina, para permitir a produção de energia elétrica.
Quando o fluxo de água movimenta a turbina, ela faz o rotor girar no interior do estator. Este movimento induz uma corrente elétrica nos fios de cobre. A eletricidade gerada é segue por cabos até os transformadores externos e, depois, passa pelas redes de transmissão e distribuição até chegar aos clientes.
Investimento – Essa modernização da usina está orçada em R$ 300 milhões e contempla a substituição ou reforma dos principais componentes dos quatro conjuntos geradores de energia. O trabalho é feito em um por vez, os demais seguem operando. A máquina que agora passa pela remontagem, com os componentes novos, tem retorno à operação previsto para janeiro.
A Usina – Com 260 megawatts de potência e capacidade de produzir energia para 750 mil pessoas, a Usina Parigot de Souza está em operação desde 1970. Reconhecida pelo projeto arrojado e inovador para a época, ela conta com a maior casa de força subterrânea do Sul do Brasil, construída no interior de uma montanha na Serra do Mar paranaense.
O reservatório de água que abastece a usina, formado no rio Capivari, está localizado a 50 quilômetros de distância, em Campina Grande do Sul. A água é conduzida por um túnel de 15 quilômetros que atravessa a montanha. No percurso, passa por uma chaminé de equilíbrio para alívio de pressão e desce por um duto de 1.080 metros. O desnível de 750 metros faz com que a água atinja a velocidade de 426 km/h, assegurando alta eficiência energética. Depois, de passar pelas turbinas, a água segue para o rio Cachoeira.



