Brasil

AGU dá 72 horas para Meta explicar mudanças na checagem

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta sexta-feira (10/1) à Meta, proprietária das plataformas digitais Facebook, Instagram e Threads, notificação extrajudicial solicitando esclarecimentos sobre o encerramento do programa de checagens de fatos nas redes sociais da empresa. A notificação estabelece o prazo de 72 horas para que a empresa atenda a notificação do governo. O prazo se encerra na segunda-feira (13/1) à tarde.

Na notificação, a AGU solicita à Meta informações sobre as “providências que vêm sendo adotadas a respeito do dever de cuidado com relação à coibição de violência de gênero, proteção de crianças e adolescentes, prevenção contra racismo, homofobia, prevenção contra suicídio, óbices e discursos de ódio e outros temas de direito fundamental”. E requer que seja esclarecido se haverá divulgação de relatório de transparência sobre a checagem de desinformação realizadas por notas da comunidade, método recentemente adotado pela rede social X.
Alterações
Os advogados da União citam algumas das alterações realizadas na política de moderação, anunciadas pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg. Entre elas a permissão de associações de pessoas LGBTQIAPN+ com transtornos mentais, autorizando “alegações de doença mental ou anormalidade quando baseadas em gênero ou orientação sexual, considerando discursos políticos e religiosos sobre transgenerismo e homossexualidade, bem como o uso comum e não literal de termos como ‘esquisito’”.

A AGU refere-se ainda às alterações em trechos anteriores das diretrizes relativos a discurso de ódio, debate sobre restrição de acesso a espaços em razão de gênero ou sexo, defesa de limitações profissionais baseadas em gênero e à eliminação de trecho que proibia a desumanização de mulheres.
Respeito à lei
Em sua argumentação, a AGU afirma que “manifestações em plataformas digitais não podem ser realizadas para gerar desinformação sobre políticas públicas nem minar a legitimidade das instituições democráticas, nem causar pânico na população”. Os advogados da União alegam que a informação falsa, a desinformação e o discurso de ódio enfraquecem a confiança nas instituições democráticas. “As grandes empresas de tecnologia, a exemplo da META, devem assumir suas responsabilidades com o ambiente informacional íntegro”, afirma a AGU na peça.

Em relação à atuação da empresa no Brasil, diz a AGU que as novas diretrizes da Meta demonstram a possibilidade de violações a direitos fundamentais no ambiente digital, com desrespeito à legislação do País, e reafirma a necessidade de respeito à Constituição Federal e à legislação brasileira.

Redação JBA Notícias

Recent Posts

Olhar de Cinema apresenta a identidade visual oficial da 15ª edição

Para celebrar sua trajetória e marcar mais de uma década e meia de sucesso, o Olhar…

3 horas ago

Curitiba ganha nova experiência gastronômica gratuita na Rua da Música

A Rua da Música recebe a primeira edição da Aula Show, novo projeto gastronômico do…

3 horas ago

Cimento usado na construção da Ponte de Guaratuba foi produzido 100% no Paraná

Todo o cimento utilizado na construção da Ponte de Guaratuba, nomeada Ponte da Vitória, no…

3 horas ago

Com educação digital integrada ao currículo, Paraná se antecipa às diretrizes nacionais

Com a melhor educação do Brasil, de acordo com o Ideb, o Paraná também sai…

3 horas ago

IAT fecha trilhas do Anhangava e Samambaia para celebração da Missa da Paz

Trilhas serão fechadas a partir das 20h desta quinta-feira (30), com reabertura ao público a…

3 horas ago

Inscrição para edital de aceleração de startups do Hub GovTech Paraná vai até quinta

Aberto desde o início de março, edital de aceleração vai selecionar empresas com soluções inovadoras…

3 horas ago