O 4º trimestre de 2023 deve apresentar um aumento de 5% na geração de vagas temporárias em relação ao mesmo período do ano passado. (Crédito: Banco de Imagem/Freepik)
O Trabalho Temporário – previsto na Lei Federal 6.019/74 e no Decreto nº 10.854/2021 – é visto como um importante instrumento gerencial das empresas para atender suas demandas. Prova disso é que a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) prevê a criação de cerca de 470 mil vagas temporárias para o 4º trimestre de 2023. Um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.
“Depois de um pequeno recuo nos números do 3º trimestre, nossa esperança é que essas vagas sejam recuperadas nos meses de outubro, novembro e dezembro”, afirma o presidente da associação, Marcos de Abreu. “Acreditamos que, se o cenário for favorável, as indústrias podem acelerar suas contratações para atender a alta demanda de consumo do período, devido às datas sazonais como Dia das Crianças, Black Friday e Natal”, completa.
Segundo ele, o mercado de trabalho brasileiro encontra-se em uma trajetória favorável, caracterizada pelo aumento da empregabilidade e de efetivações celetistas. “Vivemos uma realidade de falta de mão de obra qualificada. Assim, quando a empresa encontra este profissional, ela o efetiva. E, consequentemente, verificamos um aumento da empregabilidade ao invés da contratação de temporários”, explica.
Prova disso é que ASSERTTEM destaca uma alta na taxa de efetivação média dos temporários, que passou de 20% para 22% neste último trimestre do ano.
Desafios do período
A projeção da ASSERTTEM em relação ao 4º trimestre é cautelosa, pois depende de um cenário positivo da economia para que as contratações temporárias sejam realizadas. “O Trabalho Temporário é um termômetro da atividade econômica no país. É uma adequação dos novos tempos, em que as empresas enxergam o regime jurídico como uma excelente opção formal de contratação, que preserva os direitos dos trabalhadores e ainda confere flexibilidade de gestão para acompanharem as oscilações do mercado”, afirma Abreu.
Assim, ele destaca como fatores para impulsionar a abertura de vagas temporárias no período: a estabilidade do dólar, que pode ajudar as indústrias que produzem para exportação; o aumento da importação chinesa; bem como a diminuição dos juros.
De acordo com o presidente da ASSERTTEM, neste 4º trimestre as contratações devem ser puxadas pelo setor da Indústria (55%), seguido pelo de Serviços (30%) e Comércio (15%).
“Em outubro, a Indústria deve puxar as contratações temporárias, já que estão atrasadas com suas produções e precisam atender a demanda acelerada de consumo para o final de ano. Já em novembro, destacamos o setor de Serviços, principalmente nas empresas de e-commerce e do setor de logística, pela mudança no hábito de compra do brasileiro, por meio das compras on-line e a Black Friday”, frisa. “Já em dezembro quem impulsionará a geração das vagas temporárias será o setor do Comércio, nos pontos físicos, devido ao Natal”, reforça.
Consolidado 3º trimestre
O resultado do 3º trimestre registrou um recuo de 3,34% em relação ao mesmo período de 2022, ao gerar 608.800 vagas temporárias nos meses de julho, agosto e setembro.
“O 3º trimestre de 2022 foi muito bom em relação a geração de vagas temporárias. Em 2023 a nossa expectativa era manter os números do ano passado, mas tivemos uma pequena retração, pois o período de férias em julho não provocou o aumento de vagas que esperávamos, o que prejudicou o resultado do trimestre”, sinaliza Abreu.
Além disso, segundo ele, é no 3º trimestre que as indústrias costumam acelerar suas contratações pensando no final de ano. “Mas, a realidade mostrou que o setor está trabalhando com cautela, sentindo o comportamento do mercado. O recuo do dólar, por exemplo, pode ter impactado às exportações brasileiras e, com isso, gerado cautela por parte das indústrias. Além disso, a China – maior importadora de produtos brasileiros – reduziu muito as importações, o que tem impactado o mercado como um todo”, conclui.
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