Julho de 2023 – A relação entre o jovem e o mercado de trabalho nem sempre é fácil. A inserção nesse meio depende de experiências profissionalizantes e educativas, que amparam na conquista do primeiro emprego. No quesito da avaliação da educação brasileira nos últimos anos, os estados de Pernambuco e do Ceará são os que mais aparecem no topo dos indicadores do Censo Escolar de 2022. O índice supera São Paulo — o estado mais rico do país.
Até 2025, a perspectiva é de que 15% da força de trabalho no Brasil seja interrompida e 6% realocada; 85 milhões de empregos podem ser substituídos, enquanto mais de 90 milhões de novos postos podem surgir, segundo dados da pesquisa O Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes Brasileiras.
Segundo dados divulgados pelo Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) 2023, Florianópolis está entre os 10 municípios com melhor capital humano para empreender, seguido por Vitória (SC), Santa Maria (RS), Porto Alegre (RS), Bauru (SP) e Vila Velha (ES). A análise trata de mensurar a qualidade da mão de obra de uma cidade, a partir de dados na área da educação básica, fundamental e superior, e os níveis de mercado de uma cidade.
Para Alex Araujo, empresário e CEO da 4Life Prime Saúde Ocupacional, uma das maiores empresas do país, um dos grandes avanços da área econômica do país, foi o reconhecimento da importância do capital humano para o mercado. “A expressão refere-se à congruência de competências, habilidades e conhecimentos do indivíduo, para que ele desenvolva suas atividades de maneira legítima, contribuindo para a sua organização”, diz.
O empresário ainda reforça que, hoje, existe uma dificuldade na empregabilidade de jovens no mercado de trabalho. “A crise econômica instaurada na pandemia, os afastou do estudo, impossibilitando a contratação para cargos mais elevados, os deixando a margens de subempregos”. Mais de 1 milhão de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos de idade estão fora da escola, de acordo com os dados do Pnad, IBGE, 2º semestre de 2022. O percentual de jovens de 15 a 17 anos que frequentam o ensino médio ou haviam concluído a Educação Básica é de 91,1% entre os mais ricos e de 61,1% entre os mais pobres, ficando abaixo dos 85% estipulados pelo PNE.
Segundo o Bruno Rizzato, diretor de produtos do Trampolim, primeiro aplicativo colaborativo de vagas de emprego, as habilidade técnicas e comportamentais são fundamentais na carreira profissional de alguém:
“Eu sempre costumo dizer que as hard skills (habilidades técnicas) te fazem conseguir um emprego, mas o desenvolvimento das soft skills (habilidades comportamentais) garantem sua estabilidade, crescimento e destaque dentro do mercado. Por isso é importante, desde cedo, na infância e adolescência, estimular a construção do pensamento social e analítico do jovem”, explica.
Para alcançar posições de destaque, o profissional deve dedicar parte de seu tempo aos estudos e a cursos qualificantes para a garantia de um currículo excepcional para isso ocorrer, porque alguns pontos importantes para a inserção nesse meio dependem de experiências profissionalizantes anteriores.
Não basta apenas uma formação, mas um ensino básico que valorize o entendimento do indivíduo sobre o seu próprio processo de aprendizagem e, também o ganho cultural e linguístico pode ser um diferencial. Na estimativa de especialistas, o domínio de um idioma pode elevar o salário significativamente, com alta que pode ir de 40% a 70% para vagas operacionais. Em caso de fluência, o pagamento chega a ser dobrado.
Esse exemplo acontece com alunos da SIS Swiss International School, instituição de ensino que faz parte de um dos maiores grupos de educação europeu, o Grupo Klett, e que possui escolas bilíngues em Brasília e no Rio de Janeiro. Segundo a CEO da instituição, Carolina Vieira, já é comprovado que um aprendizado bilíngue pode melhorar as funções cognitivas, como a memória e a capacidade de resolução de problemas. Além disso, o conhecimento multicultural que o bilinguismo traz desde criança é capaz de transformar o jovem em um adulto mais empático e aberto às diferenças “Acredito na educação bilíngue e internacional pelos ganhos que ela é capaz de trazer para a nossa sociedade”.



