Brasil

Bares e restaurantes resistem a onda de demissões e fecham o ano com saldo positivo de empregos

O Brasil encerrou dezembro de 2024 com um saldo negativo de 535.547 postos de trabalho, marcando o mês com mais demissões desde o início da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 2020. Apesar do cenário desafiador, bares e restaurantes registraram um dos menores índices percentuais de demissões, com a perda de apenas 6 mil vagas formais no período.

A retração no último mês do ano segue uma tendência histórica do mercado de trabalho, em que contratos são encerrados após as festas de fim de ano. Em dezembro de 2022, foram fechadas 455 mil vagas no país, enquanto em 2023 o saldo negativo chegou a 452 mil postos de trabalho.

No acumulado de 2024, porém, o mercado formal cresceu. Foram criadas 1,7 milhão de novas vagas no país, um aumento de 16,5% em relação ao ano anterior. O setor de alimentação fora do lar acompanhou essa tendência, com saldo positivo de 74.683 postos de trabalho, correspondendo a uma parcela significativa das novas contratações no Brasil.

Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, os números são um reflexo da importância econômica do setor e do seu potencial de crescimento. “Mesmo em um ano com desafios, conseguimos gerar mais de 75 mil empregos formais. Isso mostra que bares e restaurantes seguem sendo um dos motores do emprego no país, garantindo oportunidades e movimentando a economia”, afirma.

O desempenho positivo do setor reforça sua relevância para o mercado de trabalho, destacando-se como um dos maiores geradores de empregos ao longo do ano, mesmo diante das oscilações sazonais. Para 2025, as projeções seguem otimistas, impulsionadas pelo crescimento do setor e pela necessidade constante de novos trabalhadores.

“As contratações não devem perder fôlego. O setor de alimentação fora do lar segue crescendo, e bons profissionais são cada vez mais disputados. Quem busca oportunidade encontrará portas abertas, especialmente aqueles que chegam com qualificação e disposição para acompanhar um mercado dinâmico e exigente”, conclui Solmucci.

Além de expandir a oferta de empregos, o setor de alimentação fora do lar também se destacou no quesito remuneração. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em dezembro, o salário médio da categoria Alojamento e Alimentação, na qual bares e restaurantes representam 85% dos empregos, alcançou R$ 2.170, o maior valor registrado na história do segmento.

Redação JBA Notícias

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