Esporte

Boxe cresce no Brasil com investimentos na profissionalização de atletas

Ao mesmo tempo em que revela talentos, investimentos na profissionalização de atletas vêm contribuindo para a ascensão do boxe no Brasil. Com uma legião de antigos e novos fãs e uma lista de pugilistas de alta performance onde figura Patrick Teixeira, campeão mundial dos super-médios pela WBO (World Boxing Organization), o esporte prepara o ringue para novas estrelas. Um nome promissor na categoria peso-pesado é o do boxeador profissional Mateus Munhoz.

Mateus Munhoz integra a equipe Arte da Luta, de Mogi Mirim (SP). Invicto nas últimas seis lutas, o atleta acredita que os investimentos para se tornar pugilista profissional são um divisor de águas em sua carreira. “Sempre tive vontade de praticar o boxe de forma profissional, mas sempre me faltou o incentivo”, afirma o talento surgido no projeto social da Igreja do Nazareno de Sousas, em Campinas (SP).

De acordo com Júlio Cabrino, empresário do atleta, os investimentos vão muito além de apoio e agenciamento. “Estamos falando em treinamento profissional, suporte nas áreas de fisioterapia, nutrição, atendimento psicológico, formação e educação, dependendo da idade do boxeador, condições de moradia, mudança para locais que favoreçam o treino e a qualidade de vida do atleta”, afirma. “A estrutura ainda falta no Brasil, mas nos empenhamos para viabilizá-la com uma base completa, de forma que os atletas possam ascender, assim como o esporte.”

Para se destacar na carreira, observa o empresário, o pugilista depende muito de patrocínios. “Para quem está começando é ainda mais difícil, mas é importante que se busque uma proposta de negócios em que atleta e investidor possam ganhar juntos à medida que a carreira evolui”, recomenda Cabrino.

Atleta disciplinado, Munhoz está determinado a ter o nome no panteão do boxe brasileiro e treina arduamente para ser um futuro campeão mundial. “A oportunidade da dedicação integral ao esporte é algo que não deve ser desperdiçado por mim ou por qualquer outro atleta que venha a ter a mesma chance”, diz o pugilista que divide o tempo dos treinos com as aulas na faculdade de educação física, presente recebido de um amigo como incentivo ao boxe.

Apesar das dificuldades para ascender no esporte e ter um reconhecimento revertido em investimentos, Mateus Munhoz acredita que o boxe é uma modalidade de oportunidades, especialmente para jovens menos favorecidos, que em geral iniciam o treinamento em academias com poucos recursos nas periferias brasileiras. “Encontrei no esporte uma chance para crescer como pessoa e como profissional”, ressalta. “Espero que minha atuação inspire outros pugilistas e estimule o crescimento do boxe no Brasil.”

Redação JBA Notícias

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