CAIXA Cultural Curitiba traz programação especial para celebrar o mês da Consciência Negra

PUBLICIDADE

Espetáculo de dança passinho, da Cia Suave, do Rio de Janeiro (RJ)
Espetáculo de dança passinho, da Cia Suave, do Rio de Janeiro (RJ)

A CAIXA Cultural Curitiba celebra em novembro de 2024 a marca histórica para a cidade que, pela primeira vez, declara feriado para a celebração do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Para essa data tão especial, o espaço preparou uma série de eventos pensados para enaltecer a cultura afro-brasileira.

Abrindo as atividades, no dia 2 de novembro, das 15h às 18h, haverá a oficina Laboratório de Maquiagem Artística, na qual os participantes poderão explorar suas ideias e referências com foco na construção de narrativas imagéticas. Diferente de uma aula técnica, a atividade funcionará como um laboratório criativo, incentivando a liberdade artística e a experimentação de formas, cores e técnicas sem amarras rígidas. É importante que cada participante traga suas referências visuais de elementos através de moodboards que servirão como base para as criações. Ao final, os participantes poderão fotografar suas criações para uso em portfólios.

No dia 9 de novembro, das 11h às 11h50, haverá a contação de histórias Machado e Lima Barreto: em crônicas, voltada para o público jovem-adulto, baseada em crônicas de autores negros do início do século XIX. As obras “O homem que sabia javanês” e “Um Apólogo” serão interpretadas em formato de contação. Além das histórias, o encontro incluirá uma contextualização sobre os autores e finalizará com a visita à exposição Entretecendo, em cartaz na Galeria Térreo, cuja temática dialoga com a crônica “Um Apólogo”.

No dia 10 de novembro, das 14h às 17h, haverá o Percurso de Bicicleta: Paisagens de Enedina, que percorrerá locais marcantes da história de Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil, que se formou pela UFPR em 1945 e foi pioneira no campo da engenharia civil no estado. O roteiro será conduzido por Cadu Cinelli, Jua e Marcel Malê, inclui visitas a pontos importantes como a Casa Domingos Nascimento, onde ela viveu e trabalhou, o Colégio Estadual do Paraná, um de seus projetos, além de sua estátua na Rua XV de Novembro.

No dia 13 de novembro, das 18h30 às 20h, acontece a Oficina de Arte Postal. Considerada uma rede internacional de comunicação e troca, a arte postal utiliza o sistema de correios como meio de circulação, onde os artistas criam diretamente nos envelopes ou enviam suas criações, que unem colagens, gravuras, fotografias, pinturas e textos. A oficina propõe uma experimentação livre de materiais, incentivando o uso de fragmentos de texto, desenho, processos gráficos, transferência de imagem, pintura e colagem para a criação de cartões postais no formato 10 x 15cm, que serão enviados.

No dia 16 de novembro, das 10h às 13h, será realizada a Oficina Pontos Riscadoscom Aysha Nascimento e Flávio Rodrigues, que apresentará procedimentos de criação teatral partindo de experiências do teatro negro, do teatro de rua e do teatro de grupo da cidade de São Paulo. No encontro, serão partilhados os principais fundamentos que tornaram possível a feitura do espetáculo Nzinga, bem como as práticas de experimentação corporal e os jogos cênicos baseados no universo da oralidade.

Também no dia 16 de novembro, das 15h às 17h, será realizada a oficina PUXA A GUNGA, MARIA! – Corpo, Música e Memória no Congado Mineiro. Conduzida pelo educador e instrumentista Nelson Sebastião, a atividade oferece um mergulho nas ricas tradições do congado mineiro por meio de canto, dança e percussão, abordando os elementos musicais e simbólicos desses festejos. Além de ensinar práticas artísticas, a oficina convida à reflexão sobre os contextos sócio-históricos do congado, uma celebração que expressa devoção e resistência afro-brasileira e reforça a memória coletiva de comunidades afrodescendentes.

No dia 20 de novembro, das 18h30 às 20h30, haverá a palestra Vida e Obra de Enedina com o professor Sandro Luís Fernando. A palestra discutirá aspectos fundamentais da vida e trajetória de Enedina Alves Marques, destacando sua importância para a história brasileira. Serão abordados contextos histórico-sociais, contradições de sua biografia e a relevância de algumas de suas obras para Curitiba e para o Paraná.

No dia 23 de novembro, das 10h às 12h, será realizada a oficina Arvorando, ministrada por Priscilla Pontes, na qual será explorada uma abordagem afro-orientada de estudos do corpo e do movimento. Com foco no desenvolvimento da consciência e expressão corporal e na presença cênica, a oficina propõe práticas que incluem vivências coreográficas, rítmicas e jogos de improvisação. Esses processos são inspirados nas danças da diáspora africana no Brasil, partindo da dança como uma tecnologia ancestral para nutrir conexões profundas com o território e o corpo. Durante a oficina, os participantes terão a oportunidade de participar de bate-papos sobre afro-orientação, território, memória e outros conceitos que fundamentam o trabalho de Priscilla.

Também no dia 23 de novembro, às 15h, é a vez da Oficina de Passinho, com a Cia Suave, que une a teoria e a prática sobre a dança passinho, patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro, e sua história da resistência preta e favelada. A Cia Suave irá ensinar os movimentos básicos da dança, com sequências e coreografias.

No dia 24 de novembro, das 15h às 16h30, acontece a Apresentação de Maracatu com o grupo Baque Mulher, com entrada livre para todos os públicos. O grupo foi fundado em Curitiba em 2016 e utiliza a cultura do maracatu de baque virado como ferramenta de fortalecimento feminino que promove diálogos e trocas entre mulheres.

Em 27 de novembro, das 18h30 às 20h, a CAIXA Cultural Curitiba realiza uma oficina teórica sobre O Abstrato na Arte. A atividade abordará as influências e impactos da abstração nas artes visuais, desde a publicação do livro “Do Espiritual na Arte”, de Wassily Kandinsky, em 1912, que marcou o início de uma nova era estética. Explorando os conceitos e técnicas de artistas como Kandinsky, Piet Mondrian, Tomie Ohtake e Jaider Esbell, os participantes refletirão sobre a comunicação abstrata e sua relação com a percepção humana. A oficina coincide com os 80 anos do falecimento de Kandinsky e Mondrian, e destaca a importância de Tomie Ohtake, cujas obras estão presentes em vários locais na cidade de Curitiba.

No dia 30 de novembro, das 10h30 às 12h, haverá a oficina Maculelê para Crianças, com o capoeirista e educador Felipe Cica. A atividade ensinará os passos básicos do maculelê, que combina percussão e movimentos de combate com bastões, e celebra a resistência e a cultura ancestral por meio de dinâmicas simples. Além da prática, a oficina busca refletir sobre a importância das tradições afro-indígenas na formação da identidade cultural brasileira.

Fechando o mês, no mesmo dia 30 de novembro, das 15h às 18h, acontece a Oficina de Bandeirolas Decorativas. Durante a atividade, os participantes aprenderão o processo completo de criação e confecção de flâmulas ou bandeirolas. Serão demonstradas técnicas como pintura, bordado, colagem em tecido e desenho.

Além da programação de arte-educação, a CAIXA Cultural apresenta, no mês de novembro, uma agenda de espetáculos variados: de 7 a 10, a cantora Tiê sobe ao palco com seu show interativo “Cartas de Amor”. No dia 12, o Samba de Bamba traz do Rio de Janeiro o músico Alfredo Del Penho. De 15 a 17, é a vez da peça teatral Sementes do Nzinga. Nos dias 19 e 20 de novembro, sobe ao palco a cantora Ceumar, celebrando 35 anos de carreira. De 22 a 24 a Cia Suave apresenta seu espetáculo de passinho Suave. Encerrando o mês, de 28 de novembro a 1º de dezembro, a peça Dom Quixote traz uma releitura da clássica história de Miguel de Cervantes, que transcende o tempo e o idioma.

Serviço

CAIXA Cultural Curitiba

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo n° 280, Centro

Informações: (41) 4501-8722

Site: Curitiba | CAIXA Cultural

Instagram:  caixaculturalcuritiba 

Luis_Batista_Fotografia__Banner JBA

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima