Projeto na Câmara de Curitiba pretende retirar restrições a clubes de tiro, impostas em decreto federal. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Um projeto de lei, protocolado na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), pretende assegurar o funcionamento das escolas e clubes de tiro desportivo, na capital. De autoria do vereador Eder Borges (PL), o texto dispensa os estabelecimentos do distanciamento mínimo de qualquer outra atividade desenvolvida na cidade.
Além disso, a proposta diz que as escolas e clubes de tiro poderão exercer suas atividades sem restrição de horário, desde que as empresas se adéquem às normas ambientais quanto à emissão de ruídos. Na justificativa da proposta, o autor defende que o decreto federal 11.615/2023, que criou restrições de distanciamento e de horário de funcionamento para os clubes de tiro, invadiu competências legislativas do Município.
Uma das limitações impostas pela normativa federal é o distanciamento mínimo de um quilômetro em relação a estabelecimentos de ensino públicos ou privados. Pelo decreto, o horário de funcionamento também foi limitado das 6h às 22h. “A entidade de tiro, por ensinar alunos por intermédio de instrutores, é uma instituição de ensino, e distanciar atividades que atuam no mesmo ramo ofende a liberdade econômica, ainda mais sob o questionável argumento de segurança pública, o que carece de dados mínimos, estatísticas”, cita a justificativa do projeto de lei (005.00032.2024).
Para Borges, a União incorreu em invasão de competência legislativa ao criar restrições no âmbito municipal, sob a justificativa de requisito de segurança pública. Para ele, é o Município o ente responsável pela autorização de funcionamento e quem deve regrar a questão. “É imperioso destacar que […] os clubes de tiro são espaços completamente fechados, sem acesso visual interno a partir do exterior e dotados de equipamentos de segurança, pois são aprovados pelo Exército Brasileiro para o seu regular funcionamento”, diz o parlamentar.
Ainda de acordo com o projeto de lei, as empresas já atuantes e possuidoras de alvará de localização e funcionamento não serão afetadas por qualquer legislação posterior, “garantindo-se a elas a permanência e funcionamento nas condições previamente expedidas”. Se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial do Município.
Protocolado no dia 18 de março, o projeto aguarda instrução da Procuradoria Jurídica (Projuris) da Câmara de Curitiba. Após, é encaminhada para avaliação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a única com a prerrogativa de arquivar uma proposta de lei. Se acatada, a iniciativa será discutida por outros colegiados permanentes da Casa, indicados no parecer da CCJ conforme o tema em pauta, sendo que não há um prazo estabelecido até a votação pelo plenário.
O teor dos projetos de lei é de responsabilidade de cada mandato parlamentar. A divulgação deles pela CMC faz parte da política de transparência do Legislativo, pautada na promoção do debate público e aberto sobre o trabalho dos vereadores. Atenta ao princípio constitucional da publicidade, a Diretoria de Comunicação Social segue a instrução normativa 3/2022.
O estado de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (3) o 16° caso de sarampo este…
Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita analisaram 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, com…
A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 tem início nesta segunda-feira (3), em todo o Brasil.…
O estado de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (3), a Campanha de Multivacinação para menores…
Pesquisadores do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais da Universidade Federal do Paraná (Lageamb/UFPR), integrantes…
Com o objetivo de valorizar a produção literária local, a Lombada – Festival Literário da PUCPR anuncia…