Com CUBIC, Bienal de Curitiba transforma universidades em laboratório de arte contemporânea

PUBLICIDADE

Dalva De Assis
Dalva De Assis - divulgação

Muito antes de consolidarem trajetórias em museus, galerias, bienais e circuitos internacionais, diversos artistas participaram do Circuito Universitário da Bienal de Curitiba (CUBIC). Criado como uma plataforma de experimentação e visibilidade para jovens artistas, o programa chega à sua quinta edição reafirmando um dos papéis mais importantes da Bienal de Curitiba: identificar, estimular e projetar novas vozes da arte contemporânea brasileira. 

Integrando a programação oficial da 16ª Bienal de Curitiba – LIMIARES, que será aberta ao público no dia 14 de junho, o CUBIC5 selecionou 42 acadêmicos e pós-graduandos entre 210 inscritos de diferentes regiões do país. Além de artistas visuais, a seleção também contempla pesquisadores, críticos e produtores culturais em formação, ampliando o entendimento do programa como um espaço de articulação do ecossistema da arte contemporânea.

Os projetos foram avaliados por um comitê formado por Felipe Prando, Simone Landal, Wagner Jhonasson da Costa Lima, Marcelo Forte e Bárbara Nahm, sob coordenação de Denise Bandeira e apoio de Renan Archer.

Ao longo dos anos, o CUBIC consolidou-se como uma espécie de observatório da produção emergente contemporânea, revelando artistas que posteriormente passaram a integrar exposições, residências, galerias e circuitos institucionais no Brasil e no exterior. Já passaram pelo circuito nomes como Gustavo Magalhães (UNESPAR), pintor que utiliza apropriação de imagens e materialidades precárias para abordar raça, identidade e violência; a artista pesquisadora Luiza Urban (UNESPAR), designer com atuação em pintura e processos criativos contemporâneos;  Maya Weishof (UFPR), cuja produção articula pintura e desenho em universos híbridos entre corpo, memória e imaginação e Toni Graton, artista que aproxima gravura e cerâmica em experimentações entre o digital e o manual.

“O CUBIC5 é uma vitrine para apresentar e conhecer parte da produção da arte contemporânea. As mostras reúnem trabalhos recentes de artistas provenientes de 30 instituições de arte e áreas afins, distribuídas em diferentes regiões do país”, afirma a coordenadora do CUBIC5, Denise Bandeira.

Segundo ela, a edição de 2026 também oferece um retrato geracional e estrutural da produção contemporânea emergente. “Observamos forte presença de artistas nascidos nos anos 2000 e 1990, além de uma dinâmica de trocas e potencialidades entre individualidade e questões sociais e políticas”, analisa.

As exposições do CUBIC5 acontecem simultaneamente em quatro espaços culturais de Curitiba, cada um com curadoria própria e diferentes recortes da produção contemporânea universitária selecionados  nesta edição. O programa ocupa o MAC Paraná – Sala Adalice Araújo (sede da SEEC), o Centro Cultural da PUCPR -, o Museu Alfredo Andersen e a Sala Laila Tarran, da Faculdade de Artes do Paraná – Campus Curitiba II – UNESPAR.

Performances

Além das exposições, o CUBIC5 também incorpora performances, ampliando a experiência do público nas aberturas das mostras.

Na Sala Laila Tarran, da FAP/UNESPAR, Ana Thysa apresenta “Você me irrita”, performance autobiográfica que parte da experiência corporal atravessada pelo uso de fármacos. A artista utiliza sensores para explorar movimentos, registros e interações em tempo real, propondo uma escuta sensível entre corpo, tecnologia e presença. A ação transforma o corpo em campo de tensão e compartilhamento, convidando o público a participar desse fluxo de sensações e instabilidades.

Já o Coletivo 8it8, formado por Fábio Bueno Skalecki, Tati Amaral, Tatiane Oleinik e Gustavo Basso, realiza no Museu Alfredo Andersen a performance de longa duração “Ensaio sobre o irrecuperável”. A obra propõe uma reflexão sobre trabalho, tempo e exaustão contemporânea, ativando o espaço expositivo a partir de um estado de atenção contínua. Entre lentidão, repetição e presença, a performance convida o visitante a uma espécie de introspecção sobre os ritmos biológicos e as velocidades impostas pelo cotidiano.

Na abertura da mostra da Sala Adalice Araújo, Ana Conda apresenta “Fragmentos da Serpente”, investigação performática sobre transformação corporal, desconforto e reinvenção. A artista cria uma ação que atravessa estados de ruptura e deslocamento, questionando imposições binárias e explorando relações entre existência humana, animalidade e adaptação.

Já “Perfeita Reversibilidade”, de Gabriel Stocco, acontece na abertura da exposição do Centro Cultural PUCPR. Na performance, o artista se propõe a limpar uma área delimitada do chão durante toda a abertura da mostra. O gesto repetitivo e aparentemente banal transforma-se em comentário político e social sobre invisibilidade, apagamento histórico e desvalorização dos trabalhos cotidianos, instaurando um estado de tensão entre presença física, desgaste e permanência.

*As performances serão realizadas nas aberturas das exposições. Veja os horários abaixo no Serviço.

O CUBIC5 é apresentado  pela Bienal de Curitiba com apoio da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná e da Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR. A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal – Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival – Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea.

SERVIÇO | CUBIC5 – Circuito Universitário da 16ª Bienal de Curitiba

Exposição “Sobre existir e resistir”

MAC-PR — Sala Adalice Araújo
Curadoria: Simone Landal
Abertura: 9 de junho, às 16h30
Local: MAC Paraná – Sala Adalice Araújo
Artistas: Pedro Gottardi, Léo Eslabão, Malu Coura, Luciane Kunde, Castrenhos, Allie Vieira, babel babel, Dariane Martiól e Ana Conda.

Exposição “Proximidades temáticas, Singularidades Poéticas”

Centro Cultural PUCPR
Curadoria: Wagner Jhonasson
Abertura: 16 de junho, às 19h30
Local: Centro Cultural PUCPR
Artistas: Patrick Magnun, Victória Dupré, Victoria Velazquez, Claudete Lugineski, Gabriel Stocco, Gabriel Villas, Gabrielle Paiva, Gustavo Scheidt, Karine Abbati, Ivan Doré e Gabriel Priester.

Exposição “Tempo de artista”

Museu Alfredo Andersen
Curadoria: Denise Bandeira
Abertura: 16 de junho, às 18h
Local: Museu Alfredo Andersen
Artistas: Dalva França de Assis, Felipe Marcondes da Costa, Coletivo 8it8, Lilian Reif e Roberto Dalmo.

Exposição  “Maquinarias do corpo”

Faculdade de Artes do Paraná — Sala Laila Tarran
Curadoria: Marcelo Forte
Abertura: 15 de junho, às 20h
Local: Faculdade de Artes do Paraná — Sala Laila Tarran
Artistas: Luques Oliveira, Didi Fiorucci, Carol Fantinati, ADRYZNO, Ana Teles, Ana Thysa e Luc da Silveira.

Luis_Batista_Fotografia__Banner JBA

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima