Política

Com duas vereadoras, bancada negra da Câmara de Curitiba perde força em 2025

Nas eleições municipais de 2020, três candidatos negros foram eleitos para a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e em algum ponto da atual legislatura, que termina em dezembro deste ano, o Legislativo deteve o recorde de representatividade negra, com quatro vereadores.

Mas para o próximo ano, quando começa a nova legislatura, das 38 vagas apenas 5% serão preenchidas por pessoas negras, ou seja serão apenas duas representantes.

Reeleita para o segundo mandato mandato, Giorgia Prates – Mandata Preta é fotojornalista e é a segunda vereadora negra da história da cidade.

Nas eleições de 2024, obteve 6.070 votos, 2.488 a mais do que nas eleições de 2020, quando os 3.582 votos recebidos lhe deixaram com a terceira suplência do Partido dos Trabalhadores (PT).

Sua atuação na CMC começou em 2023, após a eleição de Carol Dartora para a Câmara Federal, e de Renato Freitas e Ana Júlia Ribeiro para a Assembleia Legislativa do Paraná.

Com o tema “Sem preguiça, com coragem”, a campanha da vereadora nestas eleições destacou sua coautoria na Política Municipal Vini Jr. de Combate ao Racismo no Esporte (lei municipal 16.267/2023) e na instituição do Dia da Marcha do Orgulho Crespo (lei 16.255/2023).

A outra representante negra da próxima legislatura também foi eleita pelo PT. Cearense, natural de Campos Sales, Vanda de Assis será a terceira vereadora negra da história da capital paranaense. Ela é assistente social e servidora pública, e foi membro da Pastoral da Juventude. Com 48 anos de idade, recebeu 5.006 votos para o seu primeiro mandato no Legislativo curitibano. Atualmente, é conselheira do Conselho Permanente de Direitos Humanos e membro do Fórum Brasileiro de Economia Solidária. Na campanha, propôs realizar assembleias populares para construir propostas coletivas para moradia e educação, por exemplo.

Atual legislatura bateu o recorde de representatividade negra

A 18º legislatura começou com três representantes negros da história da Câmara de Curitiba, quando foram eleitos Carol Darora e Renato Freitas, pelo Partido dos Trabalhadores, e reeleito Herivelto Oliveira, pelo Cidadania.

Em 2022com a posse de Mestre Pop, primeiro suplente do Partido Social Democrático (PSD), para um terceiro e breve mandatoa Câmara de Curitiba deteve o recorde desta representatividade no Parlamento, com quatro parlamentares negros – 10% do total de cadeiras.

Após a saída de Pop e a eleição de Dartora e Freitas, a bancada negra da CMC voltou ao patamar atingido na 17ª legislatura (2017-2020), com dois vereadores negros: Giórgia Prates e Oliveira, que optou por não disputar a reeleição para um terceiro mandato.

Herivelto Oliveira foi o segundo negro da história a ocupar a Prefeitura de Curitiba

Em seu segundo mandato como vereador da capital, Herivelto Oliveira ficará marcado na história da política curitibana como o segundo negro a ocupar o cargo de prefeito de Curitiba. Na primeira semana de junho deste ano, ele assumiu interinamente a gestão da cidade, quando Rafael Greca e o vice-prefeito Eduardo Pimentel se ausentaram do município devido a viagens agendadas, assim como membros da Mesa Diretora da CMC, que estavam na linha sucessória.

Conforme os registros históricos disponíveis, antes de Oliveira, somente o médico Antenor Pamphilo dos Santos, brevemente, no dia 16 de julho de 1948, tinha ocupado o maior cargo público da capital do Paraná. Doutor Antenor, como era conhecido, fez parte da histórica legislatura que reabriu a Câmara de Curitiba após o Estado Novo, tornando-se o primeiro vereador negro que se tem registro na cidade.

Professor universitário e funcionário público estadual, ele entrou para a vida política em 1930, no governo de Manoel Ribas.

Carol Dartora foi a primeira vereadora negra da história de Curitiba

Hoje deputada federal, Carol Dartora foi a primeira mulher negra eleita vereadora da história de Curitiba.

Professora de História, militante da Marcha Mundial das Mulheres e do Movimento Negro, em 2020, ela foi eleita pelo PT com 8,4 mil votos, sendo a terceira candidata mais votada da cidade.

Na ocasião, ela atribuiu seu resultado nas urnas ao crescimento do debate antirracista.

Dois anos depois, em 2022, a vereadora disputou as eleições gerais e mais uma vez entrou para a história da política paranaense, torna-se a primeira mulher negra eleita deputada federal, com mais de 130 mil votos.

Na Câmara de Curitiba, ela trabalhou pela aprovação da lei de cotas raciais no serviço público da capital (lei municipal 15.931/2021) e da tramitação prioritária na administração municipal às mulheres em situação de violência.

Redação JBA Notícias

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