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Curitiba na frente: ICS assina primeiro contrato de eficiência do Brasil

Em cerca de seis meses o Instituto Curitiba de Saúde (ICS), o plano de saúde dos servidores da Prefeitura de Curitiba, será autossuficiente em energia elétrica – e o melhor: com energia limpa, abundante e renovável, aquela gerada pela luz do sol.
O prefeito Rafael Greca e o presidente Tiago Waterkemper na Prefeitura de Curitiba, o termo de ciência do contrato a ser celebrado com a empresa curitibana Electromotive Energia Renovável, que venceu a concorrência aberta para a instalação de uma miniusina de energia solar no Centro de Saúde, a sede do instituto, no bairro Rebouças, em Curitiba.
Outras nove companhias participaram da disputa, a primeira do país a adotar o contrato de eficiência, o sistema regulamentado pela Lei 14.133/2021, a Nova Lei das Licitações.
“Nessa modalidade, as obras proporcionam ao contratante a redução de despesas correntes – no nosso caso, com a Copel –, e o valor economizado é usado para remunerar o contratado”, explica Waterkemper.
E acrescenta:
“Numa tacada só, o ICS vai gerar e produzir energia limpa, com base no mais moderno e eficiente modelo de concorrência, em que o principal critério para a contratação é a maior economia gerada”. Após a quitação, toda a estrutura será incorporada ao patrimônio do ICS, sem qualquer ônus adicional ao instituto.
As placas fotovoltaicas serão instaladas em três locais: no telhado do Centro de Saúde, na cobertura da passarela de pedestres que começa na entrada da Rua Santo Antônio e em “carpots” – coberturas para veículos no estacionamento. E a energia gerada vai suprir com sobras o consumo médio do ICS, que é de 22.428 kW/h por mês – ou 269.136 kW/h por ano.
O excedente gerado vira “crédito energético” com a Copel, que pode ser utilizado quando a produção da usina solar for insuficiente. A miniusina do ICS deve começar a gerar energia dentro de 180 dias, e o contrato tem duração de 14 anos.
*Curitiba Mais Energia*
Quando sua miniusina solar estiver pronta, o ICS será o primeiro órgão da administração municipal – sem falar na própria Prefeitura, que tem a sua miniusina solar desde 2019 – a integrar o programa Curitiba Mais Energia.
Além do Palácio 29 de Março, os módulos fotovoltaicos já foram instalados no Salão de Atos do Parque Barigui, na Galeria das Quatro Estações do Jardim Botânico e na Pirâmide Solar do Caximba – e nos próximos meses também serão instalados nos terminais de ônibus do Santa Cândida, do Boqueirão e do Pinheirinho.
“O nosso futuro terá o sol por testemunha, porque o dia mais frio e mais gelado de Curitiba tem mais sol que o dia mais quente e mais iluminado da Alemanha, e a Alemanha é o país que mais investe em energia solar no mundo. Não tem por que não investirmos nisso”, resume o prefeito Rafael Greca.
Redação JBA Notícias

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