A tecnologia é aliada dos bananicultores de Guaratuba desde 2020, utilizado nas pulverizações de defensivos na região do Cubatão.
Segundo os produtores, os primeiros drones eram pequenos e a capacidade de aplicação bastante limitada.
Atualmente, os drones comercializados têm uma capacidade de pulverização muito parecida com a do avião.
Outra vantagem, é que ao voar mais baixo que o avião, o risco de deriva (deslocamento horizontal que sofrem as gotas desde o seu ponto de lançamento até atingirem o seu destino) acaba sendo menor, um controle mais preciso sobre a aplicação.
Segundo a produtora rural Elaine Stolf, é um equipamento que permite que todo o tratamento foliar seja feito com mais precisão e com uma quantidade menor de produto do que é usada pelo trator, por exemplo. Além da economia, a tecnologia se destaca também por diminuir a quantidade de produto em suspensão no ar, atingindo o alvo com mais precisão.
“Você tem a calda caindo sobre a cultura de uma maneira melhor, impedindo que essa névoa de agrotóxico acabe chegando em córregos, em casas, em estradas, desde que seja aplicado conforme manda a legislação”, ressalta Stolf.
A reunião com os técnicos da Adapar sobre a utilização dos drones, na Subprefeitura Regional do Cubatão, trouxe mais informações e esclareceu dúvidas sobre as normas vigentes, sobre os cadastros que devem ser efetivados na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), no Ministério da Agricultura, no Ibama, na Adapar e na Anatel.
Também orientou os bananicultores sobre os cursos que precisam ser realizados, por proprietários dos equipamentos e pilotos, sobre a habilitação e sobre os relatórios que precisam ser elaborados. A Adapar faz a fiscalização acerca do uso de agrotóxico, do uso do equipamento, coletando as informações de voo e, inclusive, realiza autuação do produtor em caso de mau uso da tecnologia.



