El Niño deve aumentar secas e riscos de incêndios, alerta ministro
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, alertou, em entrevista ao programa ‘Voz do Brasil’, da Empresa Brasil de Comunicação, que o El Niño este ano será agravado pelo aquecimento global, o que deve trazer seca mais severa e aumentar o risco de incêndios florestais.
O monitoramento realizado por meteorologistas também indica que na região Sul, a expectativa é de chuvas intensas com riscos elevados de novas enchentes nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Já nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a previsão é de secas mais intensas e prolongadas no segundo semestre, na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.
Para combater esse cenário, o governo federal prepara a maior quantidade de brigadistas. Serão mais de 4,6 mil profissionais. Também já foram repassados quase R$ 600 milhões para corpos de bombeiros estaduais, destacou o ministro.
“Também fizemos, já o ano passado, um desembolso que na realidade começou em 2024, se intensificou em 2025, de repasses de recursos para os corpos de bombeiro dos estados mais críticos. Principalmente em toda a Amazônia foram mais de R$ 430 milhões que nós transferimos para os corpos de bombeiros, recursos do Fundo Amazônia. E agora, este ano, fizemos repasse para vários estados da região do Cerrado brasileiro e Pantanal”.
Milhares de equipamentos, como retroescavadeiras, abafadores e EPIs também foram distribuídos para brigadas locais, voluntárias, indígenas e quilombolas.
O ministro João Paulo Capobianco fez um apelo, para toda sociedade, para que, a partir deste mês, as pessoas não utilizem fogo na limpeza de terrenos.
“O fogo muitas vezes é usado no Brasil para a queima de lixo, para limpar um pasto, para abrir um terreno. O problema é que na situação que nós vamos enfrentar isso se torna incontrolável, pode adquirir a potência de um grande incêndio, às vezes de quilômetros de extensão, tornando o trabalho dos brigadistas, dos bombeiros extremamente difícil”.
Capobianco também destacou medidas, como a aprovação da Lei do Manejo Integrado do Fogo, em 2024, que traz a responsabilidade de prevenir e combater incêndios para toda a sociedade, incluindo dos proprietários rurais, que hoje também devem montar brigadas e ter equipamentos para prevenção.
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