Espetáculo Chão, com jazz foto lina sumizono
A 32ª edição do Festival de Curitiba é a primeira a ter, ao mesmo tempo, espetáculos de todas as regiões do país em sua programação.
Na entrevista coletiva desta segunda-feira (25) na sala de imprensa do Hotel Mabu, a diretora Fabíula Passini comemorou que o objetivo autoimposto pelo curadores Patrick Pessoa, Giovana Soar e Daniele Sampaio, que assumiram a posição no ano passado, tenha sido alcançado logo no segundo ano de atuação do trio.
“Nós sempre quisemos atrair trabalhos de outras regiões do país e neste ano, com a união de esforços e ideias, deu certo. Ainda não na dimensão que pretendemos. Mas é importante dizer que nos próximos treze dias as artes cênicas das cinco regiões do Brasil estarão representadas aqui. Isso é maravilhoso”, disse Fabíula.
A integração regional mais ampla da história de trinta e duas edições do Festival começa no espetáculo de abertura. Pela primeira vez, os Bois Bumbás de Parintins, o Garantido e o Caprichoso, apresentando o Duelo da Amazônia, em Curitiba. Fabíula conta que a escolha da atração de abertura nasceu de uma feliz coincidência.
Assim que Festival do ano passado terminou, ela se ocupou de escolher uma atração de abertura à altura para a edição seguinte.
Em outubro do ano passado, durante uma viagem ao Amazonas, atendeu uma ligação da curadora Giovana Soar que lhe deu a centelha de convidar os bois-bumbás de Parintins.
Além dos boi-bumbás, há um eixo amazônico no Festival de Curitiba que inclui a participação do restaurante Caxiri, de Manaus, o Gastronomix, e dos espetáculos Cabaré Chinelo, Tá – Sobre Ser Grande e espetáculo ritual ÜH-PÜ. Mais de cem artistas da região norte estão em Curitiba.
“Eles ainda não tinham vindo para cá porque talvez faltassem iniciativas de convidar e trazer essa cultura que é tão rica e que nós precisamos conhecer”, explica. “Claro que a gente não conseguiu trazer a festa de Parintins completa, mas a reprodução de um pedaço do que é essa festa. E a gente fica muito feliz de poder trazer”, disse.
Acolhimento recíproco
Para o diretor do Festival Leandro Knopfholz os acertos da curadoria são responsáveis pelo fato de cerca de 80% das peças da Mostra Lucia Camargo estarem com lotação esgotada.
Leandro acredita que seja parte da confiança que o Festival transmite após mais de 30 edições.
“Nos tornamos uma referência e mesmo os espetáculos pouco conhecidos têm o respaldo de uma curadoria que trabalha muito bem e em quem o público confia. Todo trabalho é refletido na receptividade do público e essa energia não mente”, disse Leandro.
Ele avalia que o principal desafio do evento quando foi criado em 1992 era se tornar “perene e duradouro”, mas que após tantos anos o esforço deve ser concentrado em instigar as pessoas com novidades.
“As pessoas precisam dizer ‘ah que bom que tem mais um Festival’ e não ‘que saco, mais um Festival’”, disse.
Para a curadora Giovana Soar, a chave para explicar a conexão entre o público e a programação está na palavra acolhimento, “Não só a cidade está preparada para acolher, mas nós também, o olhar da curadoria é um olhar para espetáculos que acolhem diferentes camadas do público”.
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