Evento em Londrina debate reforma tributária; quase 70% das empresas ainda não usam dados fiscais para orientar decisões

A reforma tributária está tornando ainda mais estratégica a atuação dos escritórios de contabilidade junto às empresas. Além das atividades fiscais e tributárias, o novo cenário aumenta a necessidade de os contadores compreenderem a operação de cada um de seus clientes, identificarem riscos, vulnerabilidades e anteciparem os possíveis efeitos da nova regulamentação sobre preços, fornecedores, contratos e fluxo de caixa.

A discussão ganhou espaço no 10º Connect Sescap-LDR, realizado em Londrina, encontro que reuniu empresários, contadores, advogados e gestores para debater os impactos das mudanças no ambiente de negócios, além de temas como inteligência artificial, inovação e gestão.

Para um dos palestrantes do evento, Thiago Ferreira, que é diretor comercial da ASIS Tax Tech, a reforma pode produzir efeitos diferentes em cada empresa, e conhecer a nova legislação é apenas parte do trabalho, já que também é preciso entender como essas mudanças repercutem na operação.

“O contador pode transformar a complexidade das novas regras em informação útil para a gestão, ajudando as empresas a antecipar impactos e tomar decisões com mais segurança”, conclui.

Segundo um diagnóstico realizado pela ASIS Tax Tech, apenas 9,2% das organizações analisadas atingiram o estágio mais avançado de maturidade fiscal, no qual tecnologia, inteligência artificial e dados são usados para antecipar riscos e apoiar decisões. Outros 21,5% ainda atuam de forma reativa, enquanto 69,3% estão em um estágio intermediário, com processos estruturados, mas sem transformar plenamente as informações disponíveis em inteligência para a gestão.

Nesse cenário, o desafio é identificar riscos antes que eles se transformem em impacto para as empresas. Partindo dessa perspectiva, a ASIS apresentou no Connect o módulo Matriz de Risco, integrado à sua plataforma. A ferramenta quantifica o risco tributário das empresas a partir de auditorias fiscais, indicando quanto a operação está exposta e classificando cada ocorrência por nível de criticidade, como baixo, médio ou grave. A proposta é facilitar essa visualização e apoiar uma atuação mais preventiva dos escritórios contábeis junto aos clientes.

“Cada empresa precisa estar preparada para tomar boas decisões diante das novas regras, e o contador pode ser o profissional que conduz essa mudança, aproximando a informação fiscal da estratégia do negócio”, conclui.

Mais informações: https://asistaxtech.com.br/

Redação JBA Notícias

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