O espetáculo infantil “Brio Breu” integra a programação da 34ª edição do Festival de Curitiba e propõe uma reflexão lúdica sobre medo, diferenças e convivência entre crianças. A montagem será apresentada gratuitamente nos dias 11 e 12 de abril, às 11h e 15h, no Espaço Fantástico das Artes, em Curitiba, dentro da Mostra Fringe – Circuito Independente, e as apresentações contam com acessibilidade em Libras.
Voltada ao público infantil e familiar, a peça acompanha a história de dois irmãos que enfrentam o medo do escuro e do desconhecido. A escuridão funciona como metáfora para discutir preconceito, racismo e a dificuldade de lidar com aquilo que é diferente, em uma narrativa que valoriza amizade, acolhimento e empatia.
Na trama, o personagem Brio, um menino branco, precisa lidar com seus receios após a chegada de Breu, sua irmã negra, durante um apagão. Ao longo da história, os irmãos, ao lado de outros personagens, passam por aventuras que ajudam a transformar o medo em curiosidade e compreensão, reforçando a importância da união para superar desafios.
Inclusão também fora da ficção
A proposta de diversidade não aparece apenas na temática. O elenco reúne artistas de diferentes origens e experiências, entre eles a atriz curitibana Pietra Silvestri, de 25 anos, que interpreta a personagem Pisca-Pisca.
Pietra é a primeira brasileira com síndrome de Down a conquistar registro profissional (DRT) em escola pública e sua presença no espetáculo reforça o objetivo da companhia de construir um palco verdadeiramente inclusivo, com representatividade também na prática.
Cartilha educativa amplia debate sobre capacitismo
Durante a temporada do espetáculo, o público terá acesso gratuito à cartilha educativa “Pisca-Pisca Explica”, protagonizada pela personagem de Pietra. O material apresenta, de forma acessível e lúdica, conteúdos sobre deficiência, inclusão e combate ao capacitismo, ampliando para além do palco a discussão proposta pela peça.
A cartilha foi criada como uma ferramenta de apoio para crianças, famílias e educadores, com textos, vídeos e atividades interativas voltadas à formação de uma cultura mais inclusiva.
Estética inspirada nos anos 60 e 70
A montagem aposta em uma estética colorida e inspirada nos movimentos culturais das décadas de 1960 e 1970, período marcado pelo fortalecimento de pautas de igualdade racial e valorização da identidade negra. A ambientação cênica utiliza luz, música e figurinos vibrantes para envolver o público infantil e criar um diálogo também com adultos que acompanham as crianças.
FICHA TÉCNICA
Direção: Mariana Mello
Assistência de direção: Nathan Milléo Gualda
Dramaturgia: Mariana Mello e Nathan Milléo Gualda
Elenco:
Alini Maria
Ana Paula Machado
Beth Maria
Henrique Augusto
Luana Godin
Nathan Milléo Gualda
Pietra Silvestri
Cenografia: Ana Kummer
Cenotécnico: Paulo Carneiro
Iluminação: Lucas Amado
Operação de Iluminação: Kristy Bostelmann
Figurino: Daniela Carvalho
Costureira: Eloa Antunes
Sonoplastia: Gabriel Muller
Operação de Sonoplastia: Mariana Mello
Design Gráfico: Luana Chemin e Guto Stresser
Fotos: Matteo Gualda
Assistente de Produção: Matt Alves
Direção de Produção: Edran Mariano
Produção: Marianinho Produções
Realização: sol-te companhia
Serviço
Espetáculo: Brio Breu
Gênero: Infantil
Datas: 11 e 12 de abril
Horários: 11h e 15h
Local: Espaço Fantástico das Artes (Rua Trajano Reis, 41 – São Francisco)
Classificação: Livre
Ingressos: Gratuitos – os ingressos serão distribuídos a partir de 30 minutos antes de cada sessão
As apresentações contam com Acessibilidade em Libras e é possível reservar ingressos para o público surdo através do whatsapp (41) 99955-9172
“PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL”.
Sobre o festival
A 34ª edição do Festival de Curitiba ocorre de 30 de março a 12 de abril e reúne espetáculos de teatro, dança e performance em diferentes espaços da capital paranaense. Considerado um dos maiores eventos de artes cênicas da América Latina, o festival conta com programação paga e gratuita, além de atividades formativas e apresentações com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e intérpretes de Libras.



