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Florestas degradadas da Amazônia estão se tornando mais vulneráveis

As florestas degradadas da Amazônia estão cada vez mais homogêneas e vulneráveis. Esse é o destaque de um estudo baseado em 20 anos de monitoramento, que mostra que espécies raras e com funções específicas no meio ambiente estão sendo substituídas por espécies menos diversas. O estudo foi realizado por pesquisadores da Yale University, nos Estados Unidos; do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e da Universidade Estadual de Campinas; e goi publicado no final de abril em uma revista internacional.

“O que nós observamos foi um aumento significativo de espécies generalistas e que ocorrem em áreas de savana e floresta, o que evidencia muito mais uma homogeneização biótica, que é conduzida principalmente pela redução da diversidade de espécies, do que uma savanização propriamente dita”, aponta.

O estudo também aponta que o interior das florestas degradadas recupera a estrutura após a suspensão das queimadas, mas, nas áreas de borda, em contato direto com pastagens e lavouras, a riqueza de espécies chegou a cair entre 25% até 46%. Leandro chama a atenção para o fato de que a vegetação original não retornou, mesmo após 14 anos sem fogo:

“A floresta que renasce, ela é diferente da original, com menor diversidade de espécies e também uma maior vulnerabilidade a um novo evento de fogo, caso ele ocorra, e também elas estão operando desse limiar muito perigoso a eventos severos de seca. Essa alta resiliência florestal não significa que essas florestas tropicais estão bem ou que elas se recuperarão sozinhas”, completa.

A pesquisa destaca ainda a função dos animais para a regeneração. Além de parar as queimadas, antas, macacos e aves também atuam como agentes responsáveis pelo reaparecimento da vegetação “especialista”, com madeira mais densa e vida longa, essenciais para a captura de carbono e para a regulação hídrica.

*Com produção de Luciene Cruz

2:27

Gabriel Correa - Reporter da Radio Nacional

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