A usina de Itaipu recebe nesta quarta (27) e quinta-feira (28), em Foz do Iguaçu (PR), um workshop sobre modelagem hidrológica do programa Ação Integrada de Solo e Água (Aisa), parceria da Binacional com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), a Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e outras instituições.
O objetivo do encontro é promover uma interação técnico-científica entre as equipes dos 17 projetos que compõem o Aisa, apresentar os resultados parciais e melhorar a qualidade dos dados de entrada dos atuais modelos hidrológicos. São 16 projetos de pesquisa e transferência de tecnologia e um de gestão de informação, desenvolvidos em 228 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul, na bacia incremental do reservatório de Itaipu.
O programa envolve 390 profissionais e bolsistas e conta com R$ 60 milhões de recursos, sendo R$ 24 milhões de contrapartida financeira da Itaipu e R$ 36 milhões das instituições parceiras. Os trabalhos deverão ser desenvolvidos até dezembro de 2025.
O coordenador do workshop, Hudson Lissoni Leonardo, da Divisão de Apoio Operacional da Diretoria de Coordenação da Itaipu, explicou que o encontro é uma oportunidade de reunir profissionais de água e solo, que são áreas complementares e fundamentais para o trabalho da usina. Um dos resultados práticos esperados é elevar a precisão dos dados hidrológicos utilizados pela área técnica para programar a geração de energia.
“Para você transformar chuva em vazão – que chega ao rio e do rio para o reservatório –, existe um componente crucial nesse caminho, que é o solo”, explicou, lembrando que a água da chuva tanto pode infiltrar e alimentar os mananciais (o que é desejável) como escorrer pela superfície, carregar sedimentos e provocar erosão. “Então, nós precisamos entender como o solo governa essa produção de água nas bacias”, completou.
De acordo com Leonardo, o Aisa está fundamentado em dois pilares. O primeiro é ampliar o conhecimento técnico-científico de Itaipu sobre o território, aprimorando o processo de modelagem hidrológica. O segundo, a transferência de tecnologia para a difusão de boas práticas que reduzam processos erosivos. “São interesses convergentes também para a busca de uma agricultura mais sustentável. Atende tanto ao interesse do setor elétrico quando do agropecuário”, observou.
“Essa união de esforços é justamente para levantarmos dados e trocarmos experiência em prol da ciência”, reforçou a pesquisadora do IDR-PR, Graziela Barbosa. “Se nós conservarmos o solo e a água, a água da chuva vai infiltrar e ficar armazenada. Estando armazenada, vai ficar disponível para a planta. Por isso a água é importante, para que essa planta seja bem nutrida e gere alimentos. Conservar a água e o solo é o nosso objetivo maior”, completou.
O pesquisador da Embrapa Júlio Franchini explicou que a empresa atua no Aisa com quatro projetos, dois de mapeamento e de manejo de solo e os outros dois de água. Segundo ele, “a agricultura é muito importante em toda a região do projeto e toda vez que você tem boas práticas agrícolas, você usa bem a água para produção e reduz os processos erosivos. E isso é muito importante para conservação do solo e da água”.
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