Emanuelly e Hemelly são jovens aprendizes desde 2023. Foto: Divulgação/Cargolift.
O Dia do Jovem Aprendiz é comemorado mundialmente no dia 24 de abril com o objetivo de ressaltar a importância de inserir novos profissionais no mercado de trabalho.
O Brasil possui capacidade para contratar mais de 1 milhão de jovens aprendizes, mas atualmente apenas 52,9% das vagas estão ocupadas, com cerca de 536 mil aprendizes contratados, segundo dados do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).
A procura por vagas desse tipo, contudo, tem se consolidado como uma tendência no mercado, registrando um crescimento de 65% em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o BNE (Banco Nacional de Empregos).
Neste cenário, estabelecer programas internos de contratação para esse público tornou-se indispensável para as empresas, algo que, inclusive, é obrigatório por lei para aquelas que possuem mais de 50 colaboradores, as quais devem estabelecer uma cota de 5% a 15% de contratação para jovens aprendizes.
Destinado a jovens de 14 a 24 anos, esse modelo de contratação ampara-se na lei federal de aprendizagem e busca incentivar a qualificação profissional e facilitar a inserção de jovens talentos no mercado de trabalho, preparando-os para assumir posições qualificadas no futuro. Aliando conhecimento teórico e prático em um ambiente real de trabalho, o contrato de aprendiz tem duração de 2 anos, com uma jornada de trabalho reduzida para que seja possível conciliar com o período de estudos.
O Menor Matrix: a experiência na liderança para aprendizes na Cargolift
Se para os jovens o modelo de aprendiz traz grandes oportunidades de crescimento profissional, para as empresas que disponibilizam vagas para esse público os benefícios também são variados, com a possibilidade de desenvolver um banco de talentos internos desde cedo, trazendo um respiro de inovação e ampliando a diversidade dentro das organizações.
Este é o caso da empresa curitibana de transporte Cargolift, que desde 2006 possui uma política específica para a contratação de aprendizes em sua sede em Curitiba e, também, nas suas filiais espalhadas pelo país.
“Sabemos que, muitas vezes, é o primeiro emprego do menor aprendiz e, por isso, não levamos em conta a experiência no momento da contratação. O grande diferencial são as chamadas soft skills e os valores que o jovem carrega. É importante também levarmos em conta os interesses que ele possui para alocarmos na melhor área para que ele possa se identificar, trazendo mais resultados e se desenvolvendo profissionalmente”, explica Flavia Sachet, Business Partner de RH da Cargolift.
Em 2016, a empresa foi além e desenvolveu o programa “O Menor Matrix”, com o objetivo de fomentar a liderança e desenvolver uma gama de habilidades estratégicas para além das atividades operacionais e burocráticas.
Durante 3 meses, um jovem aprendiz é escolhido para ocupar o cargo de Vice-Presidente do programa, sendo responsável por liderar o time de demais aprendizes em uma campanha designada pela empresa, sempre com o acompanhamento de um líder efetivo da empresa, que atua como mentor do jovem.
“É uma experiência muito enriquecedora para os jovens. Isso porque eles têm a oportunidade de ter contato direto com o CEO da empresa e outros líderes, além de assumirem responsabilidades e desenvolverem habilidades de gestão de equipes, delegação de tarefas e habilidades interpessoais e de comunicação”, ressalta Flavia.
Líderes do amanhã
Desde a sua criação, já passaram pelo Menor Matrix 52 jovens aprendizes, dos quais 11 foram efetivados na empresa. Atualmente, o programa conta com 9 jovens contratados neste modelo de trabalho, que chegaram até a vaga em busca de uma oportunidade inicial na carreira profissional.
É o caso de Emanuelly Carolino, de 18 anos, que se tornou jovem aprendiz na Cargolift em junho de 2023. Sem nenhuma experiência profissional anterior, a jovem profissional decidiu se candidatar para a vaga em busca de sua independência financeira e de novos conhecimentos para a sua jornada profissional.
“Acredito que a forma como somos valorizados dentro da empresa contribui muito para o crescimento profissional, pois temos a oportunidade de conhecer ou até mesmo realizar algumas demandas que exigem responsabilidade dentro dos nossos setores, sendo auxiliados e supervisionados por colegas de equipe ou gestores”, relata.
Da mesma forma, a busca por independência e desenvolvimento também foram os fatores que motivaram Hemelly Zanqueta Dos Santos, de apenas 17 anos, a buscar uma oportunidade na Cargolift. Atuando como jovem aprendiz na Central de Emissões da empresa desde maio do ano passado, Hemelly conta que a inserção no mundo corporativo tem sido um grande aprendizado:
“Acredito que meu desenvolvimento pessoal contribui muito para meu crescimento profissional, e através do direcionamento que recebo e da mentoria, estou aprendendo a lidar com diversas características pessoais que interferem profissionalmente. Conquistar algo fruto do meu esforço é algo que me orgulha e me deixa mais inspirada para chegar mais longe”, celebra a jovem.
Com a possibilidade de treinar os aprendizes desde cedo na sua carreira profissional, as empresas contam com uma grande oportunidade de obterem uma mão de obra qualificada no futuro e as chances de efetivação tornam-se ainda mais concretas.
“Sempre temos vagas disponíveis porque os próprios gestores interessam-se em efetivar os aprendizes em seu time”, explica Flavia. “Esta possibilidade de formar um jovem profissional para poder efetivá-lo depois é fundamental, pois o menor já está ambientado, treinado e possui nosso DNA Cargolift”, finaliza.
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