Macron e Lula: olhares coincidentes sobre eleições na Venezuela e Guerra da Ucrânia foto fábio pozzebom-agência brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu nesta quinta-feira, dia 28, as críticas anunciadas pelo Itamaraty sobre a eleição na Venezuela, uma inflexão no apoio ao aliado Nicolás Maduro, e disse que a situação no país “é grave”.
A expressão foi reproduzida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que concluiu uma visita de Estado ao Brasil, e também cobrou a realização de eleições justas e transparentes.
Pela primeira vez, Lula criticou abertamente o aliado e ditador Maduro sobre as eleições no país vizinho.
O brasileiro tem um histórico de relativizações acerca da ditadura venezuelana.
No início de março, questionado sobre o veto à participação de María Corina na disputa eleitoral, o presidente comparou o episódio à proibição imposta a ele de ser candidato à Presidência em 2018.
A defesa da ditadura venezuelana teve peso na perda de popularidade do presidente, indicada em ao menos três pesquisas.
O estopim para a mudança do petista foi o fato de a candidata da Plataforma Única, Corina Yoris, não ter conseguido inscrever seu nome na disputa, sem explicações por parte das autoridades eleitorais locais, controladas pelo chavismo.
O caso foi considerado em Brasília um “deboche” do regime.
O governo federal havia divulgado uma nota criticando o desenrolar do registro de candidaturas e o impedimento da substituta de María Corina Machado, vencedora de primárias que fora declarada inelegível.
Caracas reagiu e acusou o Itamaraty de intromissão e de agir sob influência dos Estados Unidos, mas poupou Lula.
UCRÂNIIA
Durante declaração à imprensa, no Palácio do Planalto, Lula e Macron foram questionados sobre a posição de cada um em relação à guerra na Ucrânia, que já dura mais de dois anos.
Há cerca de duas semanas, Macron declarou, em entrevista, que poderia aumentar o envolvimento da França no conflito se a Rússia escalasse a violência. Em Brasília, o francês reforçou sua opinião.
“A França é uma potência de paz, quer o diálogo, voltar à mesa de negociações, mas não somos fracos e se houver uma escalada do agressor, nós temos que nos organizar, para não ter que lamentar, apenas”, disse. O presidente da França também disse que tem uma visão comum com o Brasil sobre a condenação do conflito, embora o governo brasileiro tenha mantido uma postura de neutralidade.
“Estamos do mesmo lado, direito internacional, soberania dos povos. O fato de que quando um país é atacado, no interior de suas fronteiras, por uma potência terceira, nós condenamos. A seguir, tomamos decisões que podem ser diferentes”, disse o presidente, em referência às sanções econômicas e envio de armamentos para os ucranianos.
O presidente Lula, por sua vez, afirmou compreender o “nervosismo” do povo europeu com o conflito, que ocorre próximo de suas fronteiras, mas insistiu que é preciso buscar formas de estabelecer uma negociação pacífica entre as partes.
Com informações do Estadão e Agência Brasil
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