Geral

Mesmo com déficits, DPU realizou mais de 1,6 milhão de atendimentos no Brasil em 2023

Março, 2024. Os recursos limitados pelo Teto de Gastos (EC 95/2016) e pelo arcabouço fiscal não impediram a Defensoria Pública da União de realizar, em 2023, mais de 1,6 milhão de atendimentos no Brasil. O número supera os indicadores alcançados em 2022, quando foram feitos cerca de 1,58 milhão.

Além disso, no ano passado, os dados cresceram também no total de assistidos, conciliações extrajudiciais, tutelas coletivas e procedimentos extrajudiciais. (leia aqui). Ao todo, no ano passado os defensores públicos federais obtiveram 25,8 mil conciliações extrajudiciais (quando são resolvidos casos sem a necessidade de se recorrer à Justiça), ultrapassando os 25,3 mil de 2022. Outros indicadores que também mostraram desempenho superior quando comparados com 2022 são os de processos abertos em 2023, que chegaram a 264,1 mil, superando os 242,4 mil do ano anterior e os de tutelas coletivas (método que envolve vários assistidos em uma mesma causa para ganhar agilidade), que em 2023 chegaram à marca de 12 mil, maior que os poucos mais de 10 mil de 2022. Além disso, a Defensoria atendeu uma média de 598,1 mil pessoas no ano passado e 577,6 mil em 2022.

Para a presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Bregolin, os resultados reforçam o compromisso da entidade em garantir ao cidadão a assistência e orientação jurídica gratuitas de norte a sul do país.

“Os resultados comprovam o esforço permanente de todos os defensores que, mesmo diante de dificuldades orçamentárias e déficit de pessoal, atendem cada vez mais e melhor aos vulneráveis e os que estão à margem da Justiça”, afirmou a presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Bregolin.

Campos de atuação apresentam ligeira mudança

Houve pequenas alterações nas áreas temáticas de atuação. No ano passado, quase metade (40,42%) das ações foram em áreas não informadas ou não classificadas; 25,27% foram na área cível; 12,97%, na criminal; 12,4%, na previdenciária; 5,77%, em tutelas coletivas; 2,66%, na área administrativa; e 0,5% ,na trabalhista.

Em 2022, as ações cíveis lideraram (35,8%), seguidas por não informados/não classificados (22,5%); 17,07% ações previdenciárias; 15,34% criminais; 5,86% tutelas coletivas; 2,85% administrativas e 0,46% trabalhistas.

“Atuamos em todos os campos para permitir aos assistidos acesso pleno aos direitos. Hoje somos menos de 700 defensores para atender todo o Brasil. Precisamos de um projeto de Estado para a Defensoria chegar aonde o povo está”, completou Luciana Bregolin.

Redação JBA Notícias

Recent Posts

Governador recebe inscrição número 1 para a Maratona Internacional do Paraná

Na tarde desta quarta-feira (11), o governador do Paraná, Ratinho Junior, recebeu no Palácio Iguaçu…

17 horas ago

30e e Athletico Paranaense anunciam primeira arquibancada retrátil em uma arena no Brasil, ampliando a capacidade para a realização de shows e eventos

O Club Athletico Paranaense e a 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, anunciam um projeto inédito para…

17 horas ago

Paraná Pesquisa mostra liderança de Moro para o governo e Álvaro Dias para o senado federal

O senador Sergio Moro (União) aparece como principal beneficiário da liberação da pesquisa PR-06254/2026, do…

17 horas ago

Associações de Imprensa pedem revisão da decisão de Moraes contra jornalista do Maranhão

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores…

17 horas ago

Novo espetáculo do Balé Teatro Guaíra com a Orquestra Sinfônica estreia em março

A abertura será com “Unwaltz – Isso não é uma valsa”, seguida de “Sospiri ou…

20 horas ago

Em projeto inédito, Sanepar abre edital para ampliar distribuição de lodo para a agricultura

Projeto-piloto inicialmente vai abranger municípios da região Noroeste do Paraná. Por meio deste edital, donos…

20 horas ago