
Levir Culpi citou a convivência com o pescador Sicupira e suas “histórias mentirosas”, enquanto o desembargador Antônio Loyola destacou conhecer Sicupira ainda na equipe de basquete da Sociedade Thalia, antes de tentar carreira no Coritiba como juvenil, ficando na reserva até que o pai, capitão Sicupira, o levou para o Ferroviário.
O acervo doado conta com recortes de jornais, camisas, fotos históricas, entre outros documentos. Agora, vão fazer parte do Memorial do Esporte Paranaense, que fica em Curitiba, administrado pela secretaria estadual.
– Ele tinha uma churrasqueira cheia de troféus e outras coisas, tinha guardadas várias camisas de cada time em que jogou, tinha também troféus de truco, entre outras coisas. Aí eu ofereci para o Centro de Memória, eu sabia que podiam aproveitar muito mais do que a gente.
Sicupira faleceu em 2021, como jogador, ele iniciou seu caminho no Athletico em 1968 e atuou por oito anos na equipe. Até hoje é o maior artilheiro da história do Furacão, com 158 gols marcados.
O secretário Helio Wirbiski, explica que o Ei Craque é um espaço criado para preservar e valorizar as pessoas, profissionais e personagens que contribuíram para história do esporte do Estado.
“Quem faz história deixa um legado e a iniciativa da família do Sicupira em doar parte de seu acervo ao nosso Memorial do Esporte é louvável. O evento é uma forma de compartilharmos esse belo gesto com o público amante do futebol”, diz.
Wirbiski ainda comenta sobre os feitos do craque da camisa 8. “Ele serviu de inspiração para muitos outros paranaenses se dedicarem ao futebol, foi um jogador diferenciado, que se notabilizou vestindo as camisas de clubes como o Ferroviário, o Botafogo do Rio, Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians e Athletico Paranaense. Depois, foi um dedicado diretor de futebol do Colorado e se destacou também como comentarista de rádio e televisão”, lembra.



