Geral

Ministra Carme Lúcia: não há democracia onde existe violência contra a mulher

Durante a palestra “O papel da Mulher na Construção de um Brasil mais Seguro”, ocorrida  nesta terça-feira (17) no Ministério da Justiça e Segurança Pública, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmen Lúcia, afirmou que não existe democracia onde há violência permanente contra as mulheres.

“O discurso de ódio contra homens é um. O discurso de ódio contra mulheres é outro: é sexista, desmoralizante e machista”, disse ela.

Além disso, a ministra ressaltou que a legislação eleitoral determina, desde 1997, a cota mínima de 30% para candidaturas de mulheres lançadas por um partido político.

A ministra informou, no entanto, que a maioria dos processos julgados pelo TSE desde 2020 dizem respeito justamente à fraude a essa cota de gênero. 

“A própria candidata não vota nela. Ela cede um nome listado por alguém, um partido, para que ofereça o nome dela. Assim, ela aparece no processo fazendo campanha para o irmão, para o marido, para outra pessoa”, disse a magistrada.

A presidente do Tribunal lembrou que a maioria da população brasileira é composta de mulheres, com iguais direitos, constitucionalmente enunciados. “Entretanto, as mulheres são uma maioria vulnerabilizada na efetivação dos seus direitos”, acrescentou.

Desigualdade

Antes da palestra da ministra Cármen Lúcia, foi exibido vídeo com alguns dados das Eleições Municipais de 2024.

O Brasil ten quase 156 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar no pleito de outubro.

Desse número, 81 milhões são eleitoras (52% do total).

Do total das 462.155 candidaturas registradas para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, 158 mil são de mulheres (apenas 34% do total).

A magistrada afirmou que “não é livre uma mulher que não pode dizer qual é a sua vocação para buscar ser o que quer, não é justa uma sociedade na qual todos são iguais em dignidade e a mulher é tratada desigualmente”.

“Não se constrói uma sociedade livre, justa, solidária mantendo um quadro que é de violência de toda a natureza contra a maior parte da população, contra nós, mulheres. Na área da segurança pública e para um Brasil seguro, mulheres e homens precisam ter a certeza dos seus direitos, o sossego do direito à sua dignidade e a uma segurança que não seja meramente física”, destacou a presidente do TSE.

Redação JBA Notícias

Recent Posts

Corpus Christi no Rio terá procissão, confecção de tapetes e missas

A Arquidiocese do Rio celebra, nesta quinta-feira (4), o dia de Corpus Christi, uma das…

9 horas ago

Rodízio de veículos em SP será suspenso no feriado de Corpus Christi

O rodízio de veículos na cidade de São Paulo estará suspenso na quinta-feira (4) e…

9 horas ago

Pernambuco volta a monitorar tubarões na orla após 10 anos

Após mais de 10 anos, o governo pernambucano vai retomar o monitoramento de tubarões na…

9 horas ago

Contaminação por mercúrio coloca gestantes e bebês Munduruku em risco

Mulheres gestantes da Terra Indígena Munduruku, na região do Médio Tapajós, no Pará, têm mercúrio…

10 horas ago

Vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS começa em duas semanas, diz Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da vacinação com…

10 horas ago

Confira 6 filmes com direção feminina para assistir na 15ª edição do Olhar de Cinema

Entre os dias 4 e 13 de junho, acontece a 15ª edição do Olhar de Cinema…

1 dia ago