O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), defendeu a digitalização dos processos do Governo do Estado, a modernização do licenciamento ambiental e a redução da burocracia como medidas para aumentar a segurança jurídica, estimular investimentos e tornar o Paraná mais competitivo.
As propostas foram apresentadas durante o Expo + Indústria 2026, promovido pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Moro participou do encontro acompanhado do candidato a vice-governador, Edson Vasconcelos (PL).
Durante o evento, Moro também recebeu uma proposta estratégica da Fiep aos candidatos ao Governo do Estado.
O documento reúne a Política Industrial do Paraná, com 16 diretrizes temáticas, 100 estratégias e mais de 200 ações práticas imediatas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo.
Moro afirmou que pretende implantar um modelo de “governo na palma da mão”, no qual pedidos e processos administrativos possam ser feitos digitalmente e acompanhados por cidadãos e empresas, com transparência sobre a tramitação.
“Nós queremos ter um governo digital, um governo na palma da mão. Queremos digitalizar os procedimentos relacionados aos pedidos feitos ao Governo do Estado e colocá-los em transparência ativa, inclusive no licenciamento ambiental”, afirmou.
*Licenciamento ambiental*
O candidato defendeu a modernização do Instituto Água e Terra (IAT) para tornar o licenciamento ambiental mais ágil e proporcional à complexidade de cada empreendimento.
“O licenciamento ambiental pode até ser negado, mas quem pretende investir não pode ficar sem resposta. Tem que existir uma expectativa razoável de prazo para a decisão. Atendidas as questões técnicas, a ideologia não pode ser um obstáculo para a concessão de uma licença”, afirmou.
Segundo Moro, empreendimentos de menor impacto devem ter procedimentos simplificados, enquanto projetos mais complexos devem continuar submetidos às análises técnicas necessárias.
Ele ressaltou que a proposta não significa reduzir a proteção ambiental. Para Moro, a preservação também é importante para a competitividade dos produtos paranaenses no mercado internacional, diante das exigências ambientais de diferentes países.
“Precisamos proteger o meio ambiente, mas também criar condições para o desenvolvimento. Não podemos assistir passivamente a obras importantes para o crescimento do Estado ficarem paralisadas por obstáculos burocráticos exagerados”, disse.
Moro também defendeu uma fiscalização ambiental com maior caráter orientativo, especialmente na relação com produtores e empreendedores.
“A multa não pode ser o objetivo da fiscalização. Há situações em que ela é necessária, evidentemente, mas precisamos de uma cultura de gestão que também oriente o produtor e o empreendedor para fazer o que é correto”, afirmou.
*Mais competitividade*
Durante o encontro com as lideranças industriais, Moro apresentou medidas para aumentar a competitividade do Paraná. Entre elas estão investimentos em infraestrutura e logística, maior segurança no fornecimento de energia, redução da burocracia, qualificação profissional e apoio à internacionalização das empresas paranaenses.
Na infraestrutura, apontou problemas recorrentes nas rodovias, especialmente na BR-277, e defendeu novas alternativas para ampliar a capacidade logística e facilitar o escoamento da produção.
Na área energética, afirmou que o Governo do Estado deverá cobrar das concessionárias e dos órgãos reguladores investimentos capazes de garantir maior estabilidade no fornecimento de energia para indústrias, produtores e consumidores.
*Abertura de mercados*
Moro também propôs uma atuação mais ativa do Governo do Paraná na abertura de mercados internacionais para os produtos paranaenses.
Embora as negociações tarifárias sejam atribuição do governo federal, o candidato defendeu que o Estado trabalhe ao lado das empresas na construção de relações comerciais, na busca de novos mercados e no enfrentamento de barreiras sanitárias e ambientais.
“O Governo do Paraná será parceiro do setor privado na construção de pontes com os mercados internacionais. Queremos tornar o Estado mais atrativo para investimentos e buscar constantemente novos mercados para as nossas exportações”, afirmou.
*Formação profissional*
Outro ponto apresentado foi a ampliação do ensino em tempo integral associado à formação técnica, profissionalizante e tecnológica.
A proposta busca aproximar a formação dos estudantes das características econômicas de cada região e das necessidades das empresas, contribuindo para reduzir o déficit de mão de obra e aumentar a produtividade.
Moro afirmou que pretende conduzir uma gestão baseada em liberdade econômica, segurança jurídica, respeito à propriedade privada, eficiência e redução da burocracia.
“Sabemos onde estão os problemas e quais são as soluções técnicas. Precisamos ter coragem para enfrentar os interesses que lucram com o atraso e fazer uma gestão técnica, eficiente e voltada a resultados”, concluiu.