Curitiba e RMC

“Olhe Para Mim”, longa-metragem alagoano tem estreia mundial no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

De 4 a 13 de junho, ocorre a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, ocupando diversas salas de cinema da capital paranaense.

Na programação, dentro da Mostra Competitiva Brasileira de Longas-Metragens, faz parte o filme “Olhe Para Mim”, de Rafhael Barbosa, que terá sua estreia mundial no evento.

Com Rejane Faria (“Marte Um”, “Yellow Cake”), Luciano Pedro Jr. (“Carro Rei”, “Cangaço Novo”) e o estreante Ulisses Arthur no elenco principal, a produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular que margeia o Rio São Francisco. No enredo, 10 anos após o desaparecimento de sua mãe durante a grande festa religiosa da cidade, Marcelo ainda lida com as consequências de sua ausência. Na véspera de mais uma festa, ele conhece dois misteriosos viajantes, Sandra e seu filho Ivan. Marcelo fica fascinado pela dupla e embarca na viagem, mas no caminho descobre que eles estão prestes a cruzar uma fronteira perigosa. O trajeto reserva encontros com seres místicos e experiências transcendentes.

O elenco conta ainda com a atriz e performer Aura do Nascimento (Salomé), que interpreta três personagens no filme, Ivana Iza (Serial Kelly), Ane Oliva (O Agente Secreto), Flávio Rabelo (Cavalo), Eron Villar (Fim de Semana no Paraíso Selvagem),  Nilton Resende (Deus Ainda é Brasileiro) e Lucas Carvalho (Psica, Cangaço Novo), além  do estreante mirim Hugo Ramires.  

As sessões de “Olhe Para Mim” no Olhar de Cinema serão divulgadas em breve pelo site oficial e os ingressos estarão à venda a partir do dia 12 de maio.

Produzido pela La Ursa Cinematográfica e com distribuição da Olhar Filmes“Olhe Para Mim” é primeiro longa de ficção de Rafhael Barbosa e também a primeira ficção realizada no estado de Alagoas com um edital público a chegar ao circuito, representando um marco para a produção local, que vem se destacando nos últimos anos com curtas-metragens nos principais festivais de cinema do Brasil.

Para Barbosa, o filme aborda a dimensão simbólica da maternidade para filhos queer“Nosso protagonista, Marcelo, nunca descobriu os motivos do desaparecimento de sua mãe quando criança. Ele cresceu preenchendo o vazio com memórias inventadas e projeções mágicas da realidade. No filme, a mãe é representada com muitas faces, entre  elas a ‘rasga-mortalha’, uma entidade ancestral meio humana, meio pássaro, que busca as almas de seus filhos prometidos”, explica o cineasta, que também assina o roteiro, ao lado de Jasmelino de Paiva Nivaldo Vasconcelos. 

“Busquei construir uma narrativa para materializar o universo dos mitos que ouvia na infância. Histórias de assombração muito particulares do nosso entorno, da ancestralidade da nossa região. O filme persegue esses mitos, percorrendo lugares muito inspiradores, paisagens inexploradas do baixo São Francisco e do sertão, mostrando uma Alagoas mágica que ainda não foi vista pelo cinema brasileiro”, completa Barbosa.

As locações são um dos principais destaques da produção. Cerca de 70% das filmagens aconteceram em Penedo, cidade ribeirinha que integra a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na categoria cinema.

Além de Penedo, o longa rodou algumas de suas cenas mais importantes nas cidades de Belo Monte e Pão de Açúcar, no sertão alagoano, e na capital Maceió.

“O filme representa um enorme desafio para toda a equipe. Construir um universo fantástico implica um trabalho complexo de produção, direção de arte, caracterização, efeitos especiais, som, fotografia, iluminação e atuação. Enfim, todos os departamentos. Encarar essa ousadia numa produção de baixo orçamento só foi possível graças a um desenho de equipe muito certeiro, que aliou o talento de alguns dos mais experientes profissionais do cinema alagoano com nomes que têm ajudado a construir a história do cinema nordestino e brasileiro contemporâneo”, explica o produtor executivo Felipe Guimarães. 

“Olhe Para Mim” foi contemplado no  IV Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas, edital realizado pela Secult/AL em parceria com o programa Arranjos Regionais, do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e da ANCINE. O projeto também conta com patrocínio  da Lei Paulo Gustavo, e do Magazine Luiza por meio da Lei do Audiovisual, além do apoio das prefeituras de Penedo, Pão de Açúcar e Belo Monte.

FICHA TÉCNICA
Direção: Rafhael Barbosa
Produção executiva: Felipe Guimarães
Direção de fotografia: Roberto Iuri
Direção de arte: Nina Magalhães
Direção de produção: Vanessa Barbosa
Som direto: Leo Bulhões
Caracterização: Natie Cortez
Figurino: Johnson Alves
Montagem: Rafhael Barbosa, Paulo Silver, Werner Salles
Edição e mixagem de som: Lucas Coelho
Roteiro: Rafhael Barbosa, Nivaldo Vasconcelos, Jasmelino de Paiva
Trilha sonora original: Luiz Martins, Luciano Txu
Preparação de elenco: Flavio Rabelo
1a Assistência de direção: Gabi de Filippo
Preparador de elenco: Flávio Rabelo
Elenco principal: Rejane Faria, Luciano Pedro Jr, Ulisses Arthur, Aura do Nascimento, Ivana Iza, Hugo Ramires, Flavio Rabelo, Eron Villar, Lucas Carvalho, Ane Oliva, Leonardo Amorim, Nilton Resende, Samuel Cabral

SINOPSE: Dez anos após o desaparecimento de sua mãe durante a grande festa religiosa da cidade, Marcelo ainda lida com as consequências de sua ausência. Na véspera de mais uma festa, ele conhece dois misteriosos viajantes, Sandra e seu filho Ivan. Marcelo fica fascinado pela dupla e embarca na viagem, mas no caminho descobre que eles estão prestes a cruzar uma fronteira perigosa.

Sobre o diretor – Raphael Barbosa é roteirista, diretor e produtor alagoano. “Cavalo”, seu primeiro longa-metragem, estreou no circuito comercial em 2021.  A fantasia alegórica “Olhe para Mim”(2026) marca sua estreia na direção de longas de ficção. O realizador também dirige o longa de animação  “Utopia”, com previsão de lançamento para 2027. Rafhael também atua como diretor de produção e produtor executivo em curtas e longas-metragens. Entre os principais trabalhos, produziu o curta Como Ficamos da Mesma Altura, de Laís Araújo, exibido no International Film Festival Rotterdam (IFFR) em 2020, e A Barca, de Nilton Resende, selecionado para o  42ª Festival de Havana. É produtor do curta O Mapa em que Estão os Meus Pés, de Luciano Pedro Jr, filme que venceu o prêmio de melhor curta pelo júri da crítica no Festival de Gramado 2025, além de ser reconhecido como melhor contribuição artística no Festival Internacional de Cartagena das Índias. Em 2025, assinou a produção executiva dos longas-metragens “Treme Terra”, de Werner Salles, e “Edifício Lygia”, de Nilton Resende. Rafhael Barbosa também produz o longa-metragem em desenvolvimento ”Filhas do Mangue”, de Stella Carneiro, projeto apresentado em forma de pitching no Festival de Cannes, em maio de 2025,  e vencedor do prêmio Horizonte de Melhor Projeto de Longa-metragem no Brasil CineMundi 2025. É membro da APAN – Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro desde 2021.

Sobre a La Ursa Cinematográfica – Criada em 2015 pelos realizadores alagoanos Rafhael Barbosa e Felipe Guimarães, a La Ursa Cinematográfica vem ampliando sua atuação nos últimos anos, desbravando caminhos junto com o movimento do cinema alagoano contemporâneo. Além da produção de curtas-metragens premiados internacionalmente, festivais e atividades formativas, atualmente a produtora realiza três longas-metragens. Além da fantasia alegórica Olhe para Mim, que chega ao circuito em 2026, a empresa produz o longa de animação Utopia, ambos dirigidos por Rafhael Barbosa, e a ficção Edifício Lygia, de Nilton Resende, em pós-produção. A produtora também é responsável pelo  longa-metragem em desenvolvimento Filhas do Mangue, de Stella Carneiro, projeto apresentado em forma de pitching no Festival de Cannes, em maio de 2025,  e vencedor do prêmio Horizonte de Melhor Projeto de Longa-metragem no Brasil CineMundi 2025. Entre os principais lançamentos está o curta-metragem A Barca, de Nilton Resende. A produção inspirada na obra da escritora Lygia Fagundes Telles participou de mais de 100 festivais em 20 países, entre eles a Mostra de Tiradentes  e o Festival de Havana, recebendo 38 prêmios. O curta O Mapa em que Estão os Meus Pés, de Luciano Pedro Jr, venceu o prêmio de melhor curta pelo júri da crítica no Festival de Gramado 2025, além de ser reconhecido como melhor contribuição artística no Festival Internacional de Cartagena das Índias. Em 2021, a La Ursa lançou o documentário Cavalo, seu primeiro longa-metragem, no circuito de cinemas, em parceria com a Descoloniza Filmes, estreando em 25 salas das principais capitais brasileiras. O filme integrou a lista de longas-metragens pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar 2022.

Sobre a Olhar Filmes – Nascida do desejo de buscar a pluralidade de experiências, visões de mundo e diversidade, a Olhar Filmes busca transpor fronteiras que limitam a ficcionalidade e a realidade, levando as produções a outros olhares, com o objetivo de sensibilizar e provocar reflexão, promovendo filmes que dialogam com a contemporaneidade, a multiplicidade de realidades e narrativas. Os filmes distribuídos pela Olhar já marcaram presença em vários festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios em muitos deles, como Festival de Cannes, Sundance Film Festival, San Sebastian, Festival de Berlim, Festival de Rotterdam, BFI London, Dok Leipzig, Frameline, Indie Lisboa, Festival de Gramado, Mostra São Paulo, Festival do Rio, dentre outros, somando mais de 700 participações e 150 prêmios. Contribuindo para o crescimento do cinema brasileiro, a Olhar Filmes já distribuiu filmes no BRasil e outras partes do mundo, e, recentemente, lançou sua própria plataforma de exibição, a OlharPlay, com catálogo vasto com muitos dos seus pais, além da disponibilidade nas plataformas populares de streaming, Globoplay, Telecine, Netflix, Mubi, Prime Video e Apple TV. Entre os títulos lançados pela Olhar, destacam-se os filmes “Meu Corpo é Político” de Alice Riff; “Nóis por Nóis”, de Aly Muritiba e Jandir Santin; “Os Primeiros Soldados” de Rodrigo de Oliveira; “Alice Júnior” de Gil Baroni;“Meu Nome é Daniel” e “Assexybilidade” de Daniel Gonçalves; “Vento Seco” de Daniel Nolasco; “A Mesma Parte de Um Homem” de Ana Johann; “UÝRA, A Retomada da Floresta” de Juliana Curi; “Rafiki” da diretora queniana Wanuri Kahiu; e “Praia Formosa” de Julia De Simone. Mais informações no site oficial: www.olharfilmes.com.br .

Redação JBA Notícias

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