José Fernando Ogura Arquivo AEN
O Paraná reafirma sua liderança nacional na intermediação de trabalhadores para o mercado formal. De janeiro a maio de 2025, as 218 Agências do Trabalhador do estado colocaram 72.513 pessoas no mercado de trabalho — o equivalente a 29% de todas as contratações realizadas por meio do Sistema Nacional de Emprego (SINE) no Brasil.
O desempenho paranaense é 217% superior ao do segundo colocado, o Ceará (22.909), e 280% maior que o de São Paulo (19.079), que aparece na terceira posição.
Em 2024, o total de trabalhadores contratados com intermediação das agências paranaenses chegou a 169.877, reflexo de políticas públicas consistentes e de estratégias como os mutirões de emprego.
No ano passado, foram realizados 195 mutirões em 52 municípios, com a participação de 1.927 empresas e a oferta de 60.911 vagas. Mais de 56 mil trabalhadores foram atendidos e 9.482 conseguiram colocação. Já em 2025, até maio, 70 mutirões já foram realizados, com 1.370 contratações.
A atuação eficiente das Agências do Trabalhador vem acompanhada de investimentos em qualificação. O Governo do Paraná anunciou, em maio, um pacote de R$ 54 milhões para modernizar a Rede SINE/PR e ampliar a oferta de cursos em 311 municípios. A medida beneficia diretamente as 218 agências com novos equipamentos, mobiliários e capacitação, fortalecendo o atendimento à população.
“O que estamos vendo é o reflexo de um esforço coletivo e de uma política pública que funciona. As Agências do Trabalhador são hoje uma referência nacional, justamente porque escutam a população, entendem as necessidades do mercado e oferecem soluções concretas. Quando falamos em empregabilidade, estamos falando de dignidade, de transformação social e é esse o compromisso do Governo do Paraná. Vamos continuar investindo, inovando e expandindo nossas ações para levar ainda mais oportunidades a todos os cantos do estado”, reforça o Secretário do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná, Do Carmo.
Essas ações se refletem nos bons indicadores do mercado de trabalho paranaense. Segundo o CAGED, o estado criou 79.914 novos postos formais até maio, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. De acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a taxa de desocupação no Paraná foi de 4,0% no primeiro trimestre de 2025 — a quarta menor do país — e representa queda de 16,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre as mulheres, a taxa é de 4,7%, a segunda menor do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina.
O rendimento médio mensal do trabalhador também avançou. Passou de R$ 3.876,00 no início de 2024 para R$ 4.152,00 no primeiro trimestre de 2025, uma alta de 7,1%. Com isso, o Paraná ocupa a quinta colocação nacional nesse quesito.
Os números confirmam o protagonismo do estado na promoção do emprego formal no Brasil. A combinação entre intermediação ativa, qualificação profissional e investimentos contínuos tem colocado o Paraná como referência nacional em empregabilidade e desenvolvimento social.
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