divulgação PMPR
A Coordenação Regional da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Londrina, em parceria com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), lançou na última semana o projeto-piloto “Escrevendo o Futuro: Oficina de Redação”. A iniciativa prepara pessoas privadas de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas para exames nacionais e estaduais, como o Encceja PPL, o Enem e vestibulares. As primeiras turmas ocorreram na Casa de Custódia de Arapongas (CCA) e na Penitenciária Estadual de Londrina III (PEL III). O projeto foi avaliado pela Vara de Execuções Penais de Londrina.
Segundo o coordenador regional da PPPR em Londrina, Élcio Martins Basdão, a oficina foi construída visando o desenvolvimento da habilidade de pensamento crítico, escrita e interpretação dos custodiados. “A ideia é prepará-los para certificações em exames e, especialmente, na conclusão de ensino, o que propiciará uma maior efetividade na concretização da reinserção social após o cárcere”.
O projeto conta com duas aulas presenciais sobre a compreensão da estrutura básica para construção de textos dissertativos; técnicas para interpretação do tema da redação, desenvolvimento de ideias, argumentos e fluidez textual, além de dicas específicas para provas do Enem e vestibulares. Os custodiados também participam de atividade avaliativa que permite colocar em prática o conteúdo adquirido na aula presencial, incidindo na concessão de remição de pena através do estudo. Ao todo, foram contempladas com o projeto 80 pessoas privadas de liberdade, todas inscritas em provas do Enem e de vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
“O conhecimento é a chave que abre caminhos para a liberdade, a dignidade e a reconstrução da vida”, destaca o diretor da PEL III, Reginaldo Peixoto. A educação, ao oferecer a possibilidade de aprendizado e reflexão, transforma não apenas o indivíduo, mas todo o contexto social que o cerca. No ambiente da privação de liberdade, o estudo representa mais do que uma oportunidade, é um ato de superação, de esperança e de recomeço”.
O diretor ainda ressalta que a preparação para os exames simboliza o desejo de mudança, a busca pelo crescimento pessoal e o rompimento de ciclos de exclusão. “Cada redação escrita, cada prova concluída e cada aprovação alcançada são conquistas que refletem esforço, disciplina e a crença de que o saber pode, de fato, transformar essas pessoas”, completa.
Nesta primeira turma, 22 participantes da Casa de Custódia de Arapongas irão se preparar para a prova do Enem, que ocorre em dezembro, seja para concluir o ensino médio ou buscar uma vaga em um curso superior. Com a iniciativa, os custodiados agora estão sendo preparados para a redação, parte mais desafiadora da prova.
Além da aprovação, o esperado é que o projeto reflita em outros aspectos, auxiliando principalmente no desenvolvimento educacional, na redução da reincidência criminal e na construção de um futuro mais promissor.
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