Saúde

Prefeitura de Pinhais amplia áreas de monitoramento do Aedes aegypti

Por meio do trabalho das equipes da Secretaria de Saúde, a Prefeitura de Pinhais ampliará a área de monitoramento do mosquito Aedes aegypti em 2025. Neste mês de janeiro, estão sendo instaladas novas ovitrampas, armadilhas utilizadas para detectar a presença do vetor da dengue. Com a ampliação, serão 150 armadilhas instaladas em todas as regiões do município.

O monitoramento por armadilhas é um indicador essencial para avaliação do Ministério da Saúde para a disponibilização e implementação de novas tecnologias no combate ao vetor. Em 2024, foram identificados 1.012 focos, neste ano, até o momento 43 focos já foram detectados.

“Esse dispositivo desempenha um papel fundamental nas estratégias de monitoramento e combate ao vetor da dengue. O município já realizava o monitoramento por armadilhas, em áreas consideradas de baixo risco onde eram encontrados poucos focos do mosquito. Entretanto, para 2025, ampliaremos o número dessa ferramenta”, explica Priscila Cristiane Bordin, da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental, do Departamento de Vigilância em Saúde de Pinhais.

Cabe destacar que as ovitrampas são armadilhas compostas por um vaso plástico de cor preta, preenchido com água. “No interior da armadilha é adicionada uma palheta de eucatex fixada com clipe, simulando um ambiente ideal para oviposição da fêmea do Aedes aegypti. As armadilhas de ovitrampa são utilizadas para a coleta de ovos de mosquitos das espécies Ae. aegypti e Ae. Albopictus. Consiste em um método sensível, pois detecta precocemente a presença do vetor”, destaca Priscila.

A implementação da vigilância entomológica – especialidade da biologia que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas, os animais e o meio ambiente – com armadilhas ovitrampas é importante pois visa o acompanhamento da densidade e distribuição vetorial, e é considerada uma importante ferramenta de controle do Aedes aegypti. “Pelo número de ovos, ou ausência deles, é possível saber qual é a quantidade de fêmeas presente nas regiões. Dessa maneira, possibilita desencadear e direcionar ações de forma oportuna e mais assertiva, levando em consideração a estratificação do risco”, completa.

Ovitrampas não são criadouros

“Podem haver dúvidas quanto às ovitrampas. As pessoas perguntam se são criadouros, se aumentam a ocorrência de mosquitos na residência. Queremos deixar claro que não, afinal as palhetas são retiradas antes que os ovos dêem origem a novos mosquitos. A ovitrampa não atrai mosquitos, apenas contribui para a detecção de fêmeas de mosquitos já presentes no ambiente”, reforça Priscila.

Redação JBA Notícias

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