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Presidente da Americanas apresenta documentos de fraude da antiga diretoria em 50 bilhões de reais

Até esta revelação, a empresa apresentava a situação como “inconsistências contábeis”.

 

O presidente da Americanas, Leonardo Coelho, apresentou nesta terça-feira em audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a varejista uma série de comunicações internas e documentos que, segundo ele, sustentam o cometimento de uma fraude de resultado pela antiga diretoria da empresa.

A varejista divulgou pela manhã fato relevante no qual afirma que as demonstrações financeiras vinham sendo fraudadas pela diretoria anterior, segundo relatório de assessores jurídicos apresentado ao conselho de administração da companhia.

“Essas evidências trazidas hoje… não mais permitem tratar como inconsistências contábeis”, disse Coelho, que chegou à Americanas em fevereiro, mais de um mês após o rombo ser divulgado.

A empresa culpa todos os ex-diretores que foram afastados em fevereiro, 23 dias após a divulgação do escândalo contábil em 11 de janeiro, além de Miguel Gutierrez, que por 20 anos comandou uma das maiores varejistas do país.

Os nomes: Anna Christina Saicali, José Timótheo de Barros, Márcio Cruz Meirelles, Fábio da Silva Abrate, Flávia Carneiro e Marcelo Nunes. O que antes era chamado de “inconsistências contábeis” deu lugar à “fraude” que beira os 50 bilhões de reais.

Eles conseguiram enganar os três homens mais ricos do país, donos de fortunas que somam mais de 185 bilhões de reais, principais acionistas da Americanas: Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O relatório não havia sido divulgado pela empresa no fato relevante, porém Coelho mostrou alguns trechos em apresentação na Câmara dos Deputados no âmbito da CPI que investiga o rombo contábil revelado pela companhia no início do ano.

Os documentos exibidos por Coelho mostram que a Americanas supostamente tinha uma demonstração financeira interna classificada como “visão interna”, que foi diferente daquela divulgada ao mercado no ano de 2021, chamada de “visão conselho”.

A visão interna mostrava prejuízo operacional, enquanto a demonstração divulgada foi de lucro.

Além disso, os documentos mostram comunicações de ex-diretores da empresa que supostamente comprovariam a fraude de contratos de publicidade com fornecedores, e tentativa de esconder operações de risco.

Redação JBA Notícias

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