Robótica e cultura maker transformam realidade de jovens da periferia de Almirante Tamandaré

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Robótica e cultura maker transformam realidade de jovens da periferia de Almirante Tamandaré
divulgação

Em um espaço onde tecnologia, criatividade e trabalho em equipe se encontram, estudantes do 6º ao 9º ano do Marista Escola Social Ecológica, em Almirante Tamandaré (PR), têm descoberto novas possibilidades de aprendizagem por meio de projetos de automação, programação e robótica.

A unidade faz parte da rede de escolas sociais do Marista Brasil e, desde 1992, oferece educação gratuita a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, cerca de 45 estudantes, entre 10 e 15 anos, participam do projeto desenvolvido há três anos na unidade.

Alinhada à Educação Integral, a proposta surgiu da necessidade de aproximar os educandos de experiências práticas. Segundo o professor responsável, Rogério Henrique Berlanda, as aulas utilizam kits educacionais como Spike Prime e Arduino para estimular o pensamento computacional a partir da cultura maker. Para ele, a robótica vai além do aprendizado técnico.

“As atividades estimulam o pensamento lógico, a criatividade, o trabalho em equipe e a resolução de problemas. Além disso, despertam o interesse dos estudantes pelas áreas de ciência, tecnologia e inovação, promovendo aprendizagens conectadas à realidade deles”, afirma o educador.

A oficina se tornou a favorita do estudante Adriel Arineu Arcega, do 8º ano. “A robótica me ajuda a desenvolver o raciocínio lógico, a coordenação e diversas outras habilidades de uma forma divertida. Além disso, é um momento muito especial para aprender e compartilhar experiências com meus amigos. Para mim, a Robótica é uma verdadeira inspiração. Se eu tivesse ainda mais oportunidades nessa área, certamente seguiria esse caminho, tanto pela diversão quanto pelo aprendizado que ela proporciona.”

O impacto do projeto no comportamento e no desenvolvimento pessoal também é visível no dia a dia, refletindo no fortalecimento da autoestima e no engajamento escolar. É o que confirma Melany Rayssa Luz, também do 9º ano.

“A partir da minha participação nas Oficinas de Robótica, fiquei mais comunicativa, aprendi muitas coisas novas e descobri que gosto muito de tecnologia. Também aprendi a escutar a opinião dos outros, trabalhar em equipe e respeitar diferentes ideias. Essa experiência tem sido muito importante para o meu desenvolvimento e aprendizado”, relata.

Para o estudante do 8º ano, Apolo de Souza, a oficina contribui diretamente para o seu objetivo de atuar no desenvolvimento de jogos. “Recomendo essa oficina a todos que têm interesse em tecnologia, e sou muito grato ao Professor Rogério, que tem sido fundamental para o meu crescimento e aprendizado”.

Além das atividades em sala, os participantes compartilham suas criações em mostras pedagógicas e eventos de inovação. Ao longo dos anos, os projetos ganharam destaque pela relação com problemas do cotidiano: em 2024, o projeto “Desperdiçômetro”, desenvolvido pelos alunos, conquistou o primeiro lugar na categoria Empreendedorismo do Festival Marista de Robótica.

Como próximos passos, a escola projeta a ampliação das experiências tecnológicas, o fortalecimento da cultura maker e a busca por parcerias para expandir ainda mais o acesso dos estudantes às tecnologias educacionais.

Saiba mais:

A Escola Marista Social Ecológica faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 20 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/

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