Luiz Falcão, Théo Branco e Igor Oliveira, sócios fundadores da Composta+. Foto: Divulgação.
O Sebrae/PR preparou mais uma edição especial do Guia de Tendências 2023, desta vez abordando a necessidade de integrar a sustentabilidade aos negócios. Para alcançar esse objetivo, o estudo Tendências: Especial Sustentabilidade considera os elementos da governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês), englobando esses aspectos nas decisões empresariais.
O material, que pode ser acessado gratuitamente, apresenta dez transformações nas áreas de ESG para auxiliar empresários na construção de negócios sustentáveis. Além disso, oferece informações abrangentes sobre o mercado, incluindo gráficos e dados que evidenciam a importância da adaptação das empresas às mudanças nos comportamentos de consumo em relação à sustentabilidade.
Um exemplo apresentado é a pesquisa realizada pela Opinion Box, que mostra que 84% dos entrevistados no Brasil se preocupam com o futuro das próximas gerações em relação à sustentabilidade. Assim como os 91% que optaram por reduzir o consumo de bens supérfluos para preservar recursos naturais, revelando uma crescente conscientização sobre a importância de um estilo de vida sustentável.
Segundo Mauricio Reck, consultor do Sebrae/PR, esse recorte do Guia de Tendências mostra a importância da sustentabilidade como uma macrotendência e o seu efeito em diferentes áreas.
“Atualmente, os consumidores buscam produtos com menor impacto ambiental, requerendo ajustes de marcas e empresas. Essa mudança representa uma oportunidade promissora para os pequenos negócios que se antecipem a essa tendência”, afirma Reck.
Conscientização crescente
A sustentabilidade não é uma tendência apenas de grandes companhias. Não faltam bons exemplos também entre micro e pequenas empresas, como a Composta +, uma startup criada em 2018, em Curitiba, para reduzir o descarte de resíduos orgânicos e tornar a compostagem mais acessível.
Inicialmente, a empresa atendia apenas residências, oferecendo a coleta doméstica dos resíduos orgânicos. Com o tempo, a Composta + expandiu seus serviços para atender também empresas, proporcionando redução de custos e melhorias operacionais, como a diminuição do uso de sacolas plásticas e o aumento da satisfação dos funcionários.
De acordo com Igor Oliveira, cofundador da Composta, a empresa tem o seu trabalho consolidado na capital paranaense e a perspectiva para um futuro próximo é expandir o atendimento para outras cidades no Brasil.
“Vemos que existe um mercado significativo e crescente para os nossos serviços, considerando a quantidade alarmante de resíduos orgânicos gerados e a conscientização cada vez maior dos consumidores a respeito da sustentabilidade”, diz o empreendedor.
Economia colaborativa
Inaugurada em fevereiro de 2016 como um espaço de trabalho compartilhado, a Casa 102 evoluiu para um ambiente de economia criativa, pautado pelo propósito de cooperação e impacto social. Atualmente, funciona como um coletivo de mais de 40 marcas regionais, abrangendo ateliês, brechó, café e espaço de beleza. O local oferece também salas compartilhadas para escritórios e organiza eventos, como feiras, cursos, oficinas e bate-papos.
Daiana Lopes, gestora do espaço, diz que a Casa 102 dá prioridade às marcas que produzem localmente, em pequena escala e utilizam materiais de reuso, resíduos ou matérias-primas de menor impacto ambiental.
“Pequenas iniciativas como a nossa geram impacto ao despertar a conscientização dos consumidores, refletindo em mudanças nas grandes indústrias”, acredita Daiana.
Tecnologia verde
Pioneira em construção modular no Brasil, a Tecverde, cuja fábrica fica em Araucária, desenvolveu um modelo capaz de entregar obras quatro vezes mais rápidas que as tradicionais. Além da velocidade na entrega, a empresa também contribui com a sustentabilidade ambiental através do seu modelo de construção off-site, que reduz significativamente o consumo de água em comparação com a alvenaria. O uso de estruturas de madeira (wood frame) também proporciona melhor desempenho térmico e acústico. A madeira utilizada é de reflorestamento, que funciona ainda como um estoque de carbono.
A empresa, que nasceu como uma startup no Paraná, hoje faz parte de um grupo multinacional, com capacidade de produção de 1.200 unidades em apenas um turno de fábrica e possui planos para abertura de outro turno.
De acordo com Stael Xavier, diretora comercial da Tecverde, o tema da ESG assumiu uma importância fundamental para investidores e gestores após a pandemia.
“Vemos uma mudança gradual no perfil do mercado, desde consumidores que passam a considerar aspectos de sustentabilidade como um diferencial, até movimentos públicos e privados que estão se estruturando para incorporar o tema em seus produtos e editais governamentais”, fala a diretora.
Esse e outros materiais relacionados a tendências podem ser acessados de forma gratuita no seguinte endereço: https://www.sebraepr.com.br/
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