Tabela SUS paranaense, corte de secretarias, foco em infraestrutura e tolerância zero à corrupção estão entre propostas de Sergio Moro para o Paraná

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Sergio Moro em encontro com empresários paranaenses Foto: Rubens Nemitz Jr
Sergio Moro em encontro com empresários paranaenses Foto: Rubens Nemitz Jr

Na manhã da última terça-feira (18), o LIDE Paraná iniciou uma série de eventos com os candidatos ao governo do Estado. O objetivo dos encontros é abordar propostas pertinentes ao setor econômico e empresarial, como infraestrutura, investimentos, inovação, sustentabilidade, políticas públicas e ambiente de negócios.

O primeiro participante foi Sergio Moro, que, ao lado de seu vice, Edson Vasconcelos, apresentou os planos para a gestão do Paraná. Ao se definir como representante de um governo de centro-direita, pautado pela defesa da liberdade econômica e da segurança jurídica, Moro afirmou ter propostas para todas as áreas.

Uma delas é a criação de uma agenda de combate à corrupção, com a elaboração de um Código de Ética para a alta administração do governo do Estado, além de uma secretaria dedicada ao tema e a possibilidade de criação de uma agência anticorrupção. Segundo Moro, o modelo seria inspirado na estrutura do Banco Central, com maior autonomia e independência técnica.

Dentro da agenda de liberdade econômica, a proposta envolve a revisão de regulamentações consideradas desnecessárias e a redução do excesso de tributos e impostos. O candidato também comentou sobre reclamações que recebe em relação à fiscalização ambiental, que, segundo ele, é “opressiva” muitas vezes. O objetivo é ampliar a transparência ativa e digitalizar os processos para que o cidadão acompanhe todas as etapas dos procedimentos.

Ainda sobre os cortes, criticou o número de secretarias que existem no Estado no momento, afirmando que, além de aumentarem a burocracia, demandam recursos que poderiam ser utilizados para investir na ponta, atendendo ao que considera importante para o cidadão paranaense.

A adoção de uma governança técnica é outra promessa para a reforma administrativa do Estado. Segundo o candidato, o comando das pastas será entregue a especialistas de cada setor, a exemplo da Secretaria de Estado da Saúde, que terá um médico à frente.

Para a área da saúde, Moro apresentou a proposta de criação da Tabela SUS Paraná, inspirada no modelo adotado pelo governo de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas. Segundo o candidato, a iniciativa identificaria, em cada região do Estado, as principais demandas de saúde e complementaria, com recursos estaduais, os valores pagos pela tabela do SUS federal, considerada defasada.

“Eles identificaram em cada região as principais demandas de saúde e, para essas principais demandas, complementam a tabela SUS federal, que está defasada, com recursos do governo do Estado. Em um ano, eles dobraram o número de cirurgias eletivas. É o que a gente quer fazer aqui”, afirmou o candidato.

Moro também destacou que, em suas visitas, percebeu as dificuldades enfrentadas por Santas Casas e hospitais filantrópicos do Paraná, que, segundo ele, dependem da busca constante por recursos. Para o candidato, o aumento do financiamento estadual permitiria que os gestores das instituições se concentrassem na administração e na melhoria dos serviços, ao invés da busca por recursos. Os recursos para financiar essas mudanças viriam da redução de gastos com burocracias consideradas desnecessárias e da economia gerada pelo combate à corrupção.

Outro ponto de crítica foi a situação das estradas paranaenses, que, em sua afirmação, apresentaram pouca evolução nos últimos 30 anos. Caso seja eleito, o candidato pretende tomar como uma de suas primeiras medidas o reforço da fiscalização, para garantir que as obras de melhorias previstas sejam realizadas, evitando assim a repetição de problemas do passado.

Moro também propôs replicar uma iniciativa da FIEP, o Observatório Digital dos Pedágios, utilizando uma plataforma de transparência ativa para permitir o acompanhamento das obras e dos contratos de concessão. Para ele, a ferramenta já utilizada pela entidade seria ampliada e incorporada ao governo, com maior visibilidade e acesso pela população. Além da fiscalização, afirmou que pretende atuar em outras frentes para buscar a redução das tarifas de pedágio. Segundo o candidato, o valor de R$18, em praças de pedágio do interior, por exemplo, é elevado e impacta não só a circulação pelas rodovias, mas também a produtividade e a competitividade das regiões mais distantes.

“Temos condições de buscar soluções, especialmente para as pessoas que moram mais perto dessas praças. É preciso analisar o contrato em minúcias, porque o próprio contrato prevê que, se tem excesso de arrecadação, tem que reverter em favor do usuário”, explicou Moro.

Tratando da infraestrutura estadual, o candidato abordou os gargalos da BR-277 no trecho que liga Curitiba a Paranaguá, um corredor logístico essencial para o Porto, mas frequentemente interrompido por deslizamentos de terra e rochas. Para solucionar o problema, Moro afirmou que pretende elaborar estudos para a implantação da Estrada da Limeira, garantindo uma rota alternativa para o tráfego.

Na pauta de energia, o candidato criticou a gestão da Copel, apontando a baixa qualidade na prestação de serviços que resultou no aumento de reclamações dos usuários, incluindo empresas que tiveram suas atividades interrompidas por quedas de luz. Como solução, defendeu a implementação de um plano de investimentos focado na modernização e estabilidade do sistema.

Por fim, Moro afirmou que seu objetivo é colocar o Paraná em primeiro lugar, com a ambição de transformar o Estado na maior economia do país. “Queremos que o Paraná seja mais do que um celeiro de alimentos. Queremos que seja também um celeiro de inovação e tecnologia. Queremos que nossos filhos vivam em um Estado que esteja além de acima da média, que seja o melhor do país”, acrescentou.

A presidente da entidade, Heloisa Garrett, ressaltou o posicionamento apartidário do ecossistema. “Colocamos em pauta temas que impactam o ambiente de negócios da capital, como geração de empregos, tributação, diálogo com o setor produtivo e atração de novos investimentos. A iniciativa reforça o papel do LIDE Paraná como um espaço plural de diálogo, aproximando as lideranças empresariais das discussões que influenciam o desenvolvimento econômico da cidade. Ao longo da série, os candidatos terão espaço para apresentar suas propostas e perspectivas para Curitiba”, afirma Heloisa Garrett, presidente do LIDE Paraná.

Os próximos dois encontros da série contarão com a participação de Requião Filho e Sandro Alex , nos dias 26 de agosto e 18 de setembro, respectivamente. A realização dos eventos segue as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo como premissas a neutralidade institucional, a impessoalidade, a pluralidade e a igualdade de condições entre os candidatos convidados, além da transparência, da lisura, da boa-fé e do respeito integral à legislação eleitoral.

O LIDE Paraná não apoia partidos políticos, candidatos ou campanhas. A participação de qualquer candidato nos eventos promovidos pela instituição não representa, em nenhuma hipótese, apoio institucional da unidade ou do Sistema LIDE.

Sobre o LIDE Paraná

O LIDE Paraná é o maior ecossistema de negócios do Estado. Reúne mais de 250 empresas e 600 empresários associados em prol do desenvolvimento social e econômico do Paraná. Parte do sistema global LIDE, que neste ano completa 25 anos de atuação e tem presença em 29 países, a unidade paranaense é reconhecida nos últimos quatro anos como referência entre as mais de 20 unidades nacionais. No Estado promove mais de 60 eventos estratégicos por ano, conectando 35 setores da economia. Em 2025, as empresas ligadas ao LIDE Paraná somaram faturamento agregado de R$ 200 bilhões e geraram mais de 400 mil empregos.

Mantenedores de Gestão: RDP Energia, Valore Elbrus e Lojacorr
Patrocinador de Gestão: RPC, Piccoli Aviation, Assertiff, UniCuritiba e Engefoto

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