Amália Tortato abriu a discussão. Ela ressaltou o ato em apoio a Dallagnol, nesse domingo. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Pela segunda sessão consecutiva, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) voltou a repercutir em plenário, nesta segunda-feira (22), a cassação do mandato de deputado federal de Dalton Dallagnol (Pode-PR). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou, na última terça-feira (16), o registro da candidatura do ex-procurador da República, que coordenou a operação Lava-Jato na capital paranaense. O questionamento foi por Dallagnol pedir exoneração do cargo público enquanto respondia a processos disciplinares internos.
Em meio a elogios à Operação Lava-Jato e críticas ao governo Lula, Amália Tortato (Novo) abriu a discussão. Para ela, a decisão do TSE foi contrária à lei. “Eles decidiram que, para punir um desafeto, era possível esticar a lei um pouquinho mais. O sistema mandou um recado claro à população, [de que] nós não aceitaremos quem combate a corrupção, nós não aceitaremos quem sabe muito sobre os nossos podres, nós não aceitaremos pessoas corajosas”, declarou.
“Mas ontem [21], num ato de apoio ao deputado federal Deltan Dallagnol, milhares de pessoas foram às ruas pelo nosso país”, continuou Tortato. “Aqui em Curitiba, eu estava lá, com a presença inclusive do deputado federal Marcel van Hattem [Novo-RS], que veio do Rio Grande do Sul especialmente para apoiar este ato, e do próprio Deltan Dallagnol. Nós mandamos um recado ao sistema. Nós não aceitaremos calados. Nós não temos medo. Nós estamos juntos com Deltan Dallagnol.”
Rodrigo Braga Reis (União) declarou sua solidariedade a Dallagnol. “Eu lembro quando nós começamos as grandes manifestações a favor da Lava-Jato, quando colocamos os trios elétricos na frente da Justiça Federal, para dar apoio ao [ex-juiz, hoje senador Sergio] Moro [União-PR]”, citou. “Nós estamos juntos nessa luta e vamos à guerra.”
Osias Moraes (Republicanos) também saiu em defesa da Operação Lava-Jato. “A gente sabe que a Lava-Jato mostrou, colocou ao Brasil as entranhas de um sistema corrupto, que vinha se corrompendo há alguns anos”, declarou.
O tema também esteve em pauta na última quarta (17), quando os vereadores Indiara Barbosa (Novo) e Professor Euler (MDB) se pronunciaram sobre a decisão do TSE. As sessões plenárias ocorrem de segunda a quarta-feira, a partir das 9 horas, com transmissão ao vivo pelos canais da Câmara de Curitiba no YouTube, no Facebook e no Twitter.
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