divulgação
A pesquisa foi encomendada pela MATRIA – Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil e premiada no Prêmio Inovação TEP TALKS ABRAPEL – IPESPE durante o III Seminário Internacional da ABRAPEL.
Ouviu eleitores brasileiros com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas telefônicas realizadas entre setembro e novembro de 2024.
A amostra foi estratificada por sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e região geográfica, abrangendo moradores de 188 municípios em todos os Estados e no Distrito Federal.
Os resultados apresentam margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95%.
Os dados revelam que entre eleitores de todos os aspectos políticos há uma reprovaçao significativa à substituição do sexo biológico pela identidade de gênero autodeclarada em espaços femininos.
A preocupação com segurança, privacidade e possíveis abusos foram mencionadas por entrevistados que se opuseram à medida.
Além disso, muitos manifestaram a crença de que as pessoas do sexo masculino que acessam esses espaços passaram por procedimentos médicos e cirúrgicos – um equívoco comum; entretanto a política de autoidentificação consagrada pelo Supremo Tribunal Federal em 2018 não exige nenhuma dessas condições.
No total da amostra, 81,4% discordam da autodeclaração para uso de banheiros femininos, 81% se opõem no caso dos presídios femininos e 78,5% rejeitam a participação em esportes femininos.
Sobre a linguagem, 89,8% desaprovam a substituição de termos como mulher por pessoa que menstrua, indicando que rejeitam as mudanças na linguagem propostas por setores do ativismo transgênero.
A pesquisa também aponta que 75,3% dos entrevistados não consideram necessariamente preconceituosas as mulheres que se sentem desconfortáveis com homens autoidentificados em seus espaços, indicando que a maioria da população vê a questão como uma preocupação legítima de segurança e privacidade.
Mesmo com a rejeição da maioria da população, o governo e as instituições continuam levando essas políticas adiante, até mesmo em situações que violam a Constituição, como no caso dos presídios.
A MATRIA também destaca um fato alarmante: pessoas do sexo masculino transidentificadas já estão sendo alocadas em presídios femininos no Brasil. Essa realidade tem gerado preocupações com a segurança das detentas e policiais penais e com os impactos da autoidentificação na organização dos espaços prisionais. Casos internacionais mostram que essa prática pode levar a situações de vulnerabilidade para as mulheres encarceradas e policiais penais: na Inglaterra e Estados Unidos, ficaram notórios os casos de homens condenados por estupro que acabaram alocados nas prisões femininas, como o britânico Stephen Wood (autoidentificado como Karen White), e de detentos do sexo masculino como Demi Minor que engravidaram as detentas.
Além disso, uma portaria assinada pelo Ministério das Mulheres ampliou o acesso de travestis e pessoas transidentificadas aos serviços da Casa da Mulher Brasileira. O programa, originalmente criado para oferecer acolhimento e proteção a mulheres vítimas de violência e suas crianças, agora passa a atender pessoas do sexo masculino que se identificam como mulheres. Essa mudança levanta debates sobre o impacto da autoidentificação na proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Na Espanha, por exemplo, homens com histórico de abusos contra mulheres usaram a autoidentificação para ter acesso a abrigos para mulheres vítimas de violência.
Outro ponto crítico é a Resolução nº 2, de 19 de setembro de 2023, publicada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que orienta escolas a permitir o uso de banheiros com base na identidade de gênero. Isso significa que garotos podem acessar os banheiros femininos, gerando preocupações entre pais e responsáveis sobre privacidade e segurança nas instituições de ensino.
Ministério da Saúde usa o termo “pessoa que menstrua” para divulgar programa e dignidade menstrual.
No Programa Dignidade Menstrual, o Ministério da Saúde descreve o projeto como “uma iniciativa do Governo Federal para cuidar da saúde das pessoas que menstruam.”
O Decreto nº 11.432 que regularizou a lei de distribuição de absorventes, assinado pelo presidente Lula em 2023, não cita nenhuma vez os termos “mulher” e “menina”. A pesquisa de opinião mostra que a população rejeita esse tipo de medida.
Diante desses resultados, fica evidente que a população brasileira, incluindo uma parcela expressiva dos eleitores de Lula, não apoia a aplicação da autoidentificação de gênero em espaços femininos.
O estudo sugere que o debate sobre o tema deve considerar as preocupações legítimas das mulheres e da população em geral, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e respeitadas.
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