Massimo Giavina, 1º Vice-presidente do SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários)
O Governo Federal irá apresentar um plano nacional voltado para o desenvolvimento ferroviário. O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, na última semana. De acordo com o ministro, a iniciativa busca modernizar a logística nacional, expandindo o uso das ferrovias para transporte de cargas e diminuindo os conflitos rodoviários no país.
O plano inclui a divulgação de projetos e discussões com o mercado e investidores, o que, nas palavras do ministro, será “super relevante” devido à necessidade de se retirar carga e colocar nas ferrovias para evitar os conflitos rodoviários ainda presentes no Brasil.
Para o setor, a notícia soa como música para os ouvidos, já que a decisão demonstra uma evolução política tanto no transporte de cargas quanto no transporte de passageiros.
Massimo Giavina, 1º Vice-presidente do SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), afirma que essa nova política divulgada pelo ministro dos transportes foi muito feliz.
“Ao dizer que o governo Federal vê com bons olhos essa ação, vemos um comprometimento para alavancar o setor de transporte de carga. Isso aí é uma novidade, uma novidade fundamental para nós termos maior competitividade na exportação principalmente dos nossos produtos agrícolas”, comenta Giavina.
Segundo o 1º vice-presidente Do SIMEFRE há uma necessidade de intervenção do governo federal na ampliação da sua malha ferroviária. “Hoje, as tarifas cobradas pelas ferrovias concessionadas são muito caras. São o dobro do valor que se cobra nos Estados Unidos, por exemplo. Logo, a maneira de fazer eles reduzirem esses custos é criarmos uma competitividade com outros parceiros e aumentar a malha ferroviária, criando uma concorrência, reduzindo o poder monopolístico dos concessionários atuais”, explica o executivo.
Shortline como alternativas
Durante sua apresentação do plano nacional, Renan Filho também abordou a necessidade de readequar ferrovias localizadas em áreas urbanas e centrais do país. “Você chega em São Paulo, o trem da MRS, carregado de minério, passa pelo centro, do lado do mercado. Passa ali uma ferrovia. Aquilo é incongruente com uma cidade da dimensão de São Paulo. A gente precisa, cada vez mais, revisar isso”, afirmou.
Segundo o ministro, o redesenho completo das ferrovias é inviável devido ao traçado histórico, o ministro defendeu investimentos pesados para melhorar a eficiência e a competitividade do modal ferroviário.
Uma alternativa, segundo Giavina, pode ser a política de shortline, ou seja, um modelo de operação ferroviária que consiste em linhas curtas que conectam pontos próximos. “A autorização para linhas curtas é viável para a utilização de transporte de passageiros e, por que não, de carga também. Para isso, no entanto, é preciso ter toda uma legislação obrigando as concessionárias atuais a se enquadrarem às regras”, conclui o representante do SIMEFRE.
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