O governador de Santa Catarina, Jorginho Melo, a secretária-geral da Presidência da Nação Argentina, Karina Milei, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente argentino Javier Milei, o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, presenças no encerramento da CPAC, em Balneário Camboriú. Foto: Divulgação/Governo de Santa Catarina
A Conferência de Política Ação e Conservadora (CPAC Brasil), evento realizado em Balneário Camboriú no final de semana, recebeu o presidente argentino para seu discurso de encerramento.
O encontro teve inúmeras palestras de políticos e pronunciamentos dos governadores Tarcísio de Freitas,São Paulo, e Jorginho Melo, Santa Catarina, Michele e Jair Bolsonaro.
O presidente argentino usou seu discurso para criticar o que chamou de “governos socialistas” dos últimos 20 anos na América Latina e disse que o único interesse dessas administrações é o “poder pelo poder”. “[Esses governos] Constituem uma receita do desastre econômico, social, político e cultural”, disse.
“Uma relação de causalidade entre esses dois elementos não é coincidência”.
Ele citou como exemplos Cuba, Nicarágua e Venezuela, classificando as gestões desses países como “ditaduras sanguinárias”.
Em seu discurso, Milei disse que os governos socialistas praticam censura nos meios de comunicação e que Bolsonaro sofre uma perseguição judicial no Brasil, mas sem entrar em detalhes.
A declaração ocorreu após o presidente da Argentina apresentar um panorama do “fracasso” do socialismo.
“Como o socialismo é insustentável e necessariamente fracassa, os governos que seguem nele, terminam sendo rechaçados pela sociedade ou terminam violando a liberdade e jogando com a vida de seus cidadãos para se preservar no poder”, disse o presidente argentino.
Nesta semana, o ex-presidente brasileiro foi indiciado pela Polícia Federal por peculato, lavagem e associação criminosa no caso das joias sauditas.
Milei encerrou o discurso com três gritos de “Viva la libertad, carajo”, abraçou e deu as mãos a Bolsonaro antes de deixar o palco e seguir para o aeroporto. Foi a primeira vez que o argentino veio ao Brasil desde que assumiu a Presidência do país vizinho.
Milei não encontrou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem participará da reunião do Mercosul em Assunção, Paraguai, nesta segunda-feira, com a presença do presidente brasileiro.
Nas últimas semanas, Lula e Milei trocaram acusações.
O presidente brasileiro disse que o argentino deveria pedir desculpas pelas “bobagens” que falou sobre ele e o Brasil.
Milei voltou a repetir que o petista é “comunista” e “corrupto”.
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