Organizações sociais tiveram quatro minutos para apresentar demandas aos vereadores de Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realiza, na próxima quarta-feira (28), a terceira audiência pública com as organizações da sociedade civil interessadas em apresentar demandas aos vereadores para o Orçamento de 2027. No dia, mais 35 entidades terão espaço para explicar os serviços que prestam à população, mostrar resultados e indicar necessidades que poderão ser consideradas pelos parlamentares na elaboração de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) de Curitiba.
Na quarta-feira, não haverá votações no plenário. A sessão plenária da Câmara de Curitiba terá apenas o Pequeno Expediente e, na sequência, os vereadores darão continuidade à audiência pública “Demandas, Participação Institucional e Emendas Parlamentares”. Ainda faltam ser ouvidas 70 organizações credenciadas. Metade delas, 35, participará da audiência de 28 de outubro. As outras 35 terão espaço na quarta e última rodada, marcada para 3 de novembro. Cada uma terá quatro minutos para expor suas demandas.
A iniciativa é realizada conjuntamente pelas comissões de Economia, Finanças e Fiscalização; Educação, Turismo, Cultura, Esporte e Lazer; Saúde e Bem-Estar Social; e Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Metropolitanos. Nas duas primeiras rodadas, realizadas nos dias 20 e 21 de outubro, 66 organizações utilizaram a tribuna da CMC.
As audiências permitem que os vereadores conheçam diretamente os projetos e as necessidades das organizações antes da apresentação das emendas ao Orçamento de 2027. Durante a segunda rodada, o presidente da Comissão de Economia, Serginho do Posto (PSD), explicou que cada vereador terá uma cota de aproximadamente R$ 1,8 milhão e que diferentes parlamentares poderão reunir recursos em emendas coletivas. Ele ressaltou que os valores também precisam atender demandas das comunidades e de outras áreas da cidade.
A apresentação de uma demanda durante a audiência não representa a aprovação automática de uma emenda nem garante a transferência de recursos. O objetivo da iniciativa é dar publicidade aos trabalhos das organizações e ampliar as informações disponíveis aos vereadores no momento de definir as indicações ao orçamento municipal. Depois da audiência desta quarta-feira (28), o ciclo será concluído em 3 de novembro, quando as últimas 35 organizações credenciadas terão espaço para apresentar suas demandas aos vereadores.
20 de outubro — Na primeira audiência, foram ouvidos Instituto Ecotech; Associação Inclusive nas Artes; Fundação Iniciativa; Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo; Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu); APPF do CEI David Carneiro; Associação Amigas do Bem Curitiba; Ação Social Irmandade Sem Fronteiras; Instituto de Recuperação Pedagógico – Ensino Especial; Associação do Amigo Animal; Associação Desportiva Irmãos Furtado; Associação Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba; Instituto Moradas do Tempo; Associação Iniciativa Cultural; Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (AFECE); Associação de Profissionais, Pais e Amigos da Criança Especial; Associação Encontro com Deus; Grupo Lanteri; Associação Juscidadania – Voluntariado da Justiça Federal do Paraná; Associação Criarum; Associação Mantenedora do Ensino Alternativo (AMENA); Associação Tempo de Milagres; Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE); Associação Beneficente Primavera; Instituto Madalena Sofia; Instituto Guerreiros de Arte-Reabilitação; Hospital Universitário Cajuru; Instituto Futebol de Rua; Central Integrada de Apoio Familiar Pastor Rubens de Castro; Hospital Erasto Gaertner; Projeto Amar e Cuidar; Associação Nariz Solidário; ELO Apoio Social e Ambiental; e Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. A Saúde Esporte Sociedade Esportiva, também prevista na relação daquele dia, não compareceu e encaminhou sua manifestação por e-mail aos vereadores.
As apresentações do primeiro dia abordaram desde saúde pública, educação especial e inclusão de pessoas com deficiência até acolhimento institucional, proteção animal, cultura, esporte, formação profissional, apoio a migrantes e atendimento a crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade. Hospitais solicitaram equipamentos e custeio; instituições especializadas relataram filas de espera; e organizações sociais apresentaram projetos de expansão de atendimentos.
21 de outubro — Na segunda rodada, passaram pela tribuna a Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil (ASHBRA); Instituto Peniel Sem Fronteiras; Hospital Santa Casa de Curitiba; Unidade Integrada de Crise e Apoio à Vida (UNIICA); Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Paraná; Hospital Pequeno Príncipe; Instituto Paranaense de Cegos; Associação Beneficente Eduardo Filho; Associação INC Kids; Instituto IPE; Incanto – Instituto de Cultura, Arte e Novas Tecnologias; Centro de Combate à Violência Infantil (CECOVI); Associação Missionária Construindo Valores; Fundação Pró-Renal; APAE Curitiba; Centro de Reabilitação Jeová Rapha (Crejer); Associação Esportiva Operário Ferroviário Cajuru; Associação LM Almeida; Gestar; Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR; Associação de Pais e Atletas de Natação WS CRB; Federação Paranaense de Judô; Instituto da Pessoa com Diabetes; Biblioteca Amigos do Caximba; ADRA Sul; Quarteto de Cordas Alberto Nepomuceno; Grupo Rede Solidariedade; Associação dos Deficientes Visuais do Paraná (ADEVIPAR); Casa Pró-Vida Mãe Imaculada; Associação Brasileira de Inovação, Tecnologia, Educação Profissional e Desenvolvimento Social (Pensare); Instituto Social Vó Durvina; e Associação Menonita de Assistência Social. A relação prevista para o dia também incluía outras instituições que não chegaram a fazer apresentação.
Saúde teve presença destacada no segundo encontro. Santa Casa, UNIICA, Cruz Vermelha e Pequeno Príncipe, entre outras instituições, apresentaram necessidades de equipamentos, custeio e ampliação dos atendimentos. Também foram discutidas demandas relacionadas à prevenção da violência contra crianças, educação especial, inclusão de pessoas com deficiência, dependência química, doenças renais e diabetes, cultura, esporte, formação profissional, assistência a imigrantes, primeira infância e proteção social.
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