Religião

Paixão de Cristo, tradição da sexta-feira nos bairros da cidade

A tradicional encenação da Paixão de Cristo, realizada pelo Grupo Lanteri, emocionou cerca de 10 mil pessoas na noite desta sexta-feira, no Espaço Lanteri, no bairro Orleans.

O espetáculo gratuito, apresentado ao ar livre em uma área de 15 mil m², é reconhecido como a segunda maior montagem do gênero no Brasil, atrás apenas da de Nova Jerusalém, em Pernambuco.

Na Vilinha do Bairro Alto, o Grupo Adorarte apresentou pela 15a. vez a encenação da Paixão de Cristo, reunindo 200 atores amadores e dezenas de voluntários no apoio aos trabalhos. Cerca de quatro mil  pessoas permaneceram duas horas e meia assistindo o espetáculo que alternou cinco locais de cenários, com alternativa de cenas através de iluminação e som criativos e versáteis. A evolução da qualidade da encenação é muito grande, evidenciada na reação das pessoas.

Vilinha do Bairro Alto, grupo Adorarte, 15 anos

LANTERI

Com 34 cenas, o espetáculo narra desde o nascimento até a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. A apresentação teve cerca de duas horas de duração e envolveu aproximadamente 700 pessoas, entre atores, figurantes e equipe técnica. A estrutura incluiu quatro palcos interligados por passarelas e contou com 190 m² de cenários.

Em 2025, o Grupo Lanteri celebra 47 anos de trajetória. Até hoje, já foram realizadas 57 apresentações da peça principal, com um público de mais de 1,3 milhão de espectadores.

Público de todas as idades

“Estamos felizes com mais esta edição da Paixão de Cristo, evento que comove tanta gente, reúne curitibanos de todas as idades, além de pessoas de Santa Catarina e São Paulo, e fortalece a fé das pessoas”, destacou o diretor-geral do Grupo Lanteri, Aparecido Massi.

Na abertura do espetáculo, Massi lembrou que o grupo é formado por voluntários e funciona como uma instituição sem fins lucrativos. Esta foi a terceira vez que o evento aconteceu no Espaço Lanteri, local cedido pela Arquidiocese de Curitiba.

O arcebispo metropolitano de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, também participou da abertura e elogiou a iniciativa. “O Grupo Lanteri faz da Paixão de Cristo mais do que uma peça teatral. Por meio da arte cênica, transforma as páginas do Evangelho em uma linguagem simples e, ao mesmo tempo, profundamente tocante”, afirmou.

A plateia ainda acompanhou um vídeo com o prefeito Eduardo Pimentel, que anunciou apoio da Prefeitura ao grupo e confirmou o retorno da encenação da Paixão de Cristo ao calendário oficial de eventos de Curitiba.

O evento contou com o apoio do Governo do Estado, Sanepar, Prefeitura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Concessionária Luson, Supermercados Festval, além da colaboração da Arquidiocese de Curitiba e do Instituto Lanteri.

Emoção

Auricélia Antunes Batista, de 49 anos, moradora do bairro Orleans, assistiu à encenação pela terceira vez, acompanhada de familiares e amigos. “Como sempre, é muita emoção. Mesmo sendo a terceira vez, sinto como se fosse a primeira. Sempre choro muito”, contou.

Já Rafaela Muraro Camparim, de 41 anos, moradora do bairro São Braz, esteve pela primeira vez no Espaço Lanteri, mas já havia assistido a outras edições do espetáculo na Pedreira Paulo Leminski. Acompanhada da irmã, Débora Muraro, ela destacou a importância da montagem:

“Esta encenação é um momento muito bonito da vida de Jesus e da nossa também, que somos cristãos. É emocionante. Acho que o Grupo Lanteri merece ainda mais reconhecimento, porque tudo o que faz.”

Mais encenações

Além do espetáculo do Grupo Lanteri, outros cinco bairros de Curitiba também receberam encenações da Paixão de Cristo, feitas por grupos comunitários com apoio da Fundação Cultural de Curitiba. As apresentações ocorreram quase simultaneamente nos bairros Barreirinha, Sítio Cercado, Boqueirão, Bairro Alto e Xaxim, reunindo um público superior a 20 mil pessoas.

Os espetáculos foram protagonizados por atores voluntários — muitos deles profissionais de outras áreas como médicos, engenheiros, padeiros e lojistas — que se unem em torno da espiritualidade e da arte.

No Sítio Cercado, o Grupo de Teatro Arte e Vida apresentou sua versão da Paixão com 35 cenas e 240 participantes, na Rua da Cidadania do Bairro Novo.

O Grupo Adorarte levou sua encenação ao Centro Cultural Vilinha, no Bairro Alto. No Alto Boqueirão, o grupo Jubac (Jovens Unidos Buscando o Amor de Cristo) reuniu 289 pessoas em sua montagem na Praça Recanto dos Eucaliptos.

Já na Barreirinha, o Grupo Êxodus encenou a Paixão de Cristo na Paróquia Nossa Senhora das Graças, com procissão comunitária. No Xaxim, o Grupo Amor em Cena apresentou sua versão do espetáculo em frente ao complexo poliesportivo do bairro.

Redação JBA Notícias

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