Política

Senador Hiran denuncia controle interno ‘risível’ do INSS e cobra ações imediatas

O senador Dr. Hiran (PP-RR), presidente da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado Federal, fez duras críticas ao sistema de controle interno do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), classificando-o como “risível” diante das fraudes bilionárias que afetam aposentados e pensionistas.

“O controle interno do INSS é risível. Não notar que estão roubando R$ 6 bilhões é de se ficar estupefato. Precisamos aprimorar. Todo mundo roubando e se precisa de oito anos para descobrir?”, questionou o senador, ao final da oitiva com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz.

O parlamentar citou como exemplo as investigações da Operação Cessatio, da Polícia Federal, que revelaram um esquema de fraudes na concessão irregular do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a imigrantes venezuelanos em Roraima. “Foram identificadas centenas de concessões fraudulentas, com prejuízo de R$ 6,5 milhões. Usavam documentação falsa e declaravam residência em endereços inexistentes ou públicos, como escolas e unidades do CRAS”, destacou Dr. Hiran.

Para o senador, esse é apenas um entre muitos escândalos que expõem a fragilidade dos controles internos do INSS e do Ministério da Previdência. “É um padrão preocupante de omissão e falhas sistêmicas. Não se trata de um caso isolado, mas de uma prática recorrente que prejudica os mais vulneráveis”, afirmou.

Dr. Hiran também exigiu o ressarcimento imediato dos recursos desviados e criticou a demora do governo em responder à situação. “É preciso que o governo tenha prioridade nessa questão. São pessoas humildes e doentes. A turma de ladrões perdeu a solidariedade e os limites que se pode fazer com os seres humanos em vulnerabilidade”, declarou.

O senador ainda cobrou a ampliação do número de peritos do INSS, criticando a morosidade no atendimento e citando o impacto da greve dos profissionais, que se estendeu por quase um ano. “Acho que era interesse do governo em não pagar benefício. Mulheres receberam auxílio-maternidade um ano após o nascimento dos filhos”, concluiu.

Redação JBA Notícias

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