Geral

Motoristas de aplicativo fazem protesto contra projeto de regulamentação

Nesta terça-feira (26), motoristas de aplicativo contrários ao projeto de lei proposto pelo Governo Federal para regulamentar a atividade nesta modalidade estarão reunidos em um grande protesto nacional. Organizada pela Fembrapp (Federação dos Motoristas por Aplicativos do Brasil), a paralisação busca chamar atenção para as preocupações dos motoristas de aplicativos em relação à regulamentação proposta.

O PLP 12/2024 cria a figura do “trabalhador autônomo por plataforma”, não prevê vínculo empregatício entre motorista e empresas, estipula um valor mínimo para remuneração por hora de corrida, inclui os motoristas obrigatoriamente de contribuição para a Previdência Social e determina a negociação via acordos coletivos – sindicatos.

A principal crítica entre os trabalhadores da categoria é que o PL estabelece o valor mínimo de R$ 32,09 por hora trabalhada, enquanto limita o tempo de trabalho máximo por dia. De acordo com dados da StopClub, startup que oferece ferramentas de segurança e performance financeira para os motoristas de aplicativo, este já é o valor médio recebido pelos motoristas hoje. O aplicativo também oferece uma ferramenta que permite que o motorista a calcule os seus custos e também seu lucro e já conta com mais de 220 mil cálculos feitos por quase 50 mil motoristas. Os dados mostram que o custo diário de um motorista gira em torno de R$ 150,58 por dia trabalhado ou R$ 16,13 por hora on-line nos aplicativos. Considerando que o motorista fica 60% do tempo on-line em viagem, seu custo é de R$ 26,88 por hora trabalhada.

O lucro de um motorista é a sua receita menos as suas despesas de trabalho, que incluem combustível, manutenção e qualquer outro custo que o permita desempenhar a sua atividade. Assim, isto significa que se o motorista recebesse apenas o mínimo proposto pela regulamentação, ele teria um lucro de R$ 5,21 por hora trabalhada, ou seja, em uma jornada de trabalho de 220 horas por mês (carga horária máxima de um CLT), isto daria um “piso salarial” de R$ 1.145,47, 19% abaixo do salário mínimo de R$ 1.412 e isto sem descontar o INSS.

Para os motoristas, o valor mínimo estabelecido está longe de ser o suficiente para cobrir os custos de manutenção e utilização de um carro. Eles temem, também, que as plataformas ajustem os ganhos aos trabalhadores para pagar apenas o mínimo exigido pelo governo, ou seja, que transformem o piso proposto num teto de remuneração. Outro ponto a se destacar é que o PL não considera o custo do quilômetro rodado, diferente da regulamentação dos taxistas. Isso pode criar situações em que uma corrida gere prejuízos ou nenhum lucro ao motorista.

Redação JBA Notícias

Recent Posts

Mutirões no Norte do Paraná retiram 1,3 tonelada de cabos de telecomunicações irregulares

Ações ocorreram em Arapongas, Cambé e Primeiro de Maio e foram realizadas pelas prestadoras de…

12 horas ago

Tecpar inicia processo de transferência de tecnologia de vacinas com biofarmacêutica Sinovac

O contrato é uma etapa que dá continuidade ao projeto de fornecimento das vacinas contra…

12 horas ago

Paraná e mais 4 estados vão unificar dados sobre desastres para fortalecer ações integradas

Grupo dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SulMaSSP) — Paraná, Santa Catarina, Rio Grande…

12 horas ago

Quem foi e quem vai: governador participa de encontro do Ganhando o Mundo em Londrina

Governador Carlos Massa Ratinho Junior celebrou nesta quinta-feira (15) o programa de intercâmbio da rede…

12 horas ago

Estado oferece tratamento multidisciplinar para pacientes que receberam polilaminina

Dentro do protocolo das aplicações da polilaminina está a reabilitação, que acontece no Centro Hospitalar…

12 horas ago

PAUTA DIA 26 – 14H: DARCI PIANA PARTICIPA DE REUNIÃO DA FEDERAÇÃO DAS APAES EM CASCAVEL

O governador em exercício Darci Piana participa nesta sexta-feira (26), às 14 horas, em Cascavel,…

12 horas ago