Lançamento sistema no Smart City Curitiba foto Daniel Castellano-smcs
O prefeito Rafael Greca lançou nesta quinta-feira (21/3), no Smart City Expo Curitiba 2024, a nova ferramenta que utiliza um sensor, acoplado a carros da frota da Prefeitura e de aplicativo, para monitorar a situação das ruas da cidade, avaliar o pavimento e outros elementos que a compõem.
Ao detectar que há um buraco na rua, por meio da inteligência artificial, a tecnologia abre automaticamente um protocolo de solicitação do serviço para ser executado pela Prefeitura.
O projeto da Zeladoria Digital foi desenvolvido pelas secretarias de Administração, Gestão de Pessoal e Tecnologia da Informação (Smap) e do Governo Municipal (SGM) e está em conformidade com o conceito de cidades inteligentes, que são mais proativas e usam a tecnologia para se antecipar à resolução de problemas.
São 35 veículos, entre carros da frota da Prefeitura e de aplicativo, que registram de forma permanente informações detalhadas sobre as ruas, de forma aleatória ou programada (no caso dos veículos da administração municipal).
Os veículos têm um sensor na suspensão e uma câmera fotográfica no para-brisa interligados a um aplicativo no celular dos motoristas.
O vice-prefeito e secretário de Estado das Cidades, Eduardo Pimentel, enalteceu o trabalho da atual gestão no cuidado com a cidade.
“Essa ferramenta vai fortalecer cada vez mais o zelo que a Prefeitura tem pela cidade. Eu vi uma imagem na apresentação de uma rua de saibro, isso vai acabar aqui em Curitiba. Até o fim do ano vamos pavimentar todas as ruas legalizadas que ainda são de chão batido”, disse Eduardo Pimentel.
De janeiro de 2023 a março de 2024, o aplicativo Zeladoria Digital abriu mais de 4.300 protocolos relativos a buracos nas ruas. Mais de 70% dos protocolos foram resolvidos.
Parte dos protocolos finalizados sem atendimento se tratavam de outros elementos presentes nas vias que a IA entendeu como buracos – como poços de visita e caixas de captação – e, portanto, não entraram no total de solicitações atendidas.
“Essa é mais uma ferramenta de inteligência artificial que a Prefeitura de Curitiba está incorporando no seu leque tecnológico para melhorar a vida do cidadão. A Smap estudou a melhor configuração e optamos por fazer parcerias com as empresas de aplicativos”, disse o secretário Alexandre Jarshel.
Os números demonstram que os veículos que circulam por Curitiba diariamente cobrem praticamente 96% das vias da cidade todo mês, utilizando georreferenciamento e inteligência artificial. Segundo os dados levantados, mais de 57% das ruas estão boas ou ótimas. Ainda que os veículos registrem determinado buraco mais de uma vez, o sistema faz o registro uma única vez.
Além de buracos, fissuras na pista, placas, tampas dos poços de visita (PV) e outros elementos são fotografados, identificados e analisados pela inteligência artificial. As informações são verificadas pelas equipes dos Distritos de Manutenção Urbana, sob a coordenação da Secretaria do Governo Municipal.
A verificação é apenas o começo desse novo trabalho, já que é possível verificar também a altura das placas e a iluminação das ruas.
“Hoje temos um sistema de monitoramento automático e permanente, que facilita o planejamento das ações. As informações nos ajudam na tomada de decisões. Temos priorizado os trabalhos nas ruas a partir destes dados. A recuperação de ruas como a Nicola Pellanda, no Umbará, a Cyro Correia Pereira, na CIC, e a Nilo Peçanha, no Bom Retiro, foram priorizadas a partir destas informações”, exemplifica o engenheiro Paulo Lucca, da SGM, que fez a apresentação da Zeladoria Virtual através de um vídeo.
Ele acrescentou que, conforme o tipo de via, é necessária a manutenção preventiva ou a reciclagem. Os eixos de ligação da cidade, as ruas que têm fluxo de linhas de ônibus e grande tráfego de veículos têm prioridade, de acordo com a disponibilidade de recursos.
A decisão final depende de validação das equipes da Prefeitura, análise do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento da Cidade) e só então é incluída na programação das secretarias de Obras Públicas e do Governo Municipal, responsáveis pelas licitações.
O gerente de sistemas e aplicação, Vinicius Fagundes, e o coordenador da área de sistemas do Instituto das Cidades Inteligentes( ICI), Felipe Augusto de Azevedo Rezende, comemoram a utilização do novo sistema, que começou a ser experimentado em 2022, quando teve início a prova de conceito – PoC, sigla em inglês para proof of concept, recurso utilizado para testes na área de tecnologia.
“Cidades inteligentes são mais proativas, não tão reativas. Se antecipar com o uso da tecnologia é ser uma cidade inteligente”, declara Felipe Rezende. Ele destaca que a malha viária de Curitiba é muito boa.
Independentemente do aplicativo Zeladoria Virtual, o cidadão pode continuar a registrar suas demandas pela Central 156 ou buscar a sua regional, unidade descentralizada conforme o bairro onde mora. A tendência é que o aplicativo amplie os elementos registrados nas vias públicas, tais como lixo, pichação, coleta vegetal, roçada, terreno baldio e sinalização.
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