O recente acidente em Curitiba envolvendo um ônibus coletivo que perdeu os freios e resultou na morte do empresário Marcos Lazario trouxe à tona a discussão sobre a real eficácia dos procedimentos de controle de segurança nos veículos de transporte público. O especialista Everton Pedroso, presidente da Associação Paranaense da Inspeção Veicular (APOIA), alerta que há uma diferença crítica entre vistoria veicular e inspeção veicular e que essa distinção pode ser a linha tênue entre um transporte seguro e uma tragédia anunciada.
A Delegacia de Trânsito e a URBS investigam as causas do acidente. O ônibus tinha 14 anos de uso e provocou discussões sobre a necessidade de renovação de frota com maior rapidez. Também há preocupação sobre os protocolos de manutenção, em função do ônibus continuar a circular após o motorista apontar problemas mecânicos: ao invés de retornar para a garagem circulando, ser rebocado.
De acordo com Pedroso, atualmente os ônibus coletivos de Curitiba – assim como de boa parte das cidades brasileiras – passam apenas por vistorias visuais. Na capital paranaense, esse procedimento é feito pela própria Urbs, que é responsável pela frota urbana. Esse procedimento se limita à verificação de itens aparentes e à conferência documental do veículo. “A vistoria visual é importante, mas insuficiente para detectar falhas mecânicas sérias, como problemas nos freios ou na suspensão, que não podem ser identificados a olho nu”, explica.
Por outro lado, a inspeção veicular só pode ser realizada por empresas credenciadas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Esse tipo de procedimento utiliza equipamentos técnicos específicos para avaliar detalhadamente sistemas vitais, como freios, direção e emissões de gases. “Essa avaliação técnica faz uma verdadeira ‘radiografia’ do veículo, identificando problemas que podem passar despercebidos em uma vistoria simples”, acrescenta Pedroso. Mais de 60 itens são atestados e os veículos só são aprovados se todos tiverem eficiência.
A vistoria, destaca o especialista, tem caráter principalmente documental e é comumente exigida para processos administrativos. Já a inspeção veicular tem como foco a segurança operacional e a conformidade técnica dos veículos, prevenindo falhas que podem causar acidentes fatais como este.
Pedroso defende que grandes centros urbanos, como Curitiba, devem adotar inspeções veiculares técnicas periódicas para o transporte coletivo. “Não é aceitável que milhares de pessoas dependam diariamente de veículos cuja segurança é verificada apenas superficialmente”, alerta.
O presidente da APOIA salienta que a tragédia recente é um exemplo doloroso da urgência dessa mudança desse protocolo. A implementação de inspeções técnicas rigorosas pode ser a chave para evitar novos acidentes e garantir que o transporte coletivo cumpra seu papel com segurança e responsabilidade na sociedade.
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